Feminicídios em SC: quem são as 41 mulheres mortas em 2026 e os rostos por trás de cada caso

Houve um aumento de mais de 7% no número de feminicídios em SC em relação ao mesmo período de 2025

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Casos de feminicídio aconteceram em praticamente todas as regiões de SC em 2026 (Foto: Reprodução)

Casos de feminicídio aconteceram em praticamente todas as regiões de SC em 2026 (Foto: Reprodução)

Quarenta e uma mulheres tiveram as vidas ceifadas em Santa Catarina em 2026 por serem mulheres. Essa é a tipificação do crime de feminicídio, o qual elas foram vítimas, conforme o registro policial de cada caso. Os números consideram o período de janeiro a outubro deste ano e representam um aumento de 7,81% em relação ao mesmos meses de 2025. No entanto, “números” não é a melhor palavra para caracterizá-las. Cada uma tinha uma história, amigos e familiares que sentem sua falta, uma vida.

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Os dados foram atualizados pela delegada Patrícia Zimmermann, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e a Mulher ao NSC Total. Em 2025, de janeiro a outubro, foram 39 casos de feminicídio registrados, conforme dados do Observatório de Violência contra a Mulher que, em relação a este ano, tem dados atualizados até setembro.

O caso mais recente foi o de Marinez Ribeiro da Silva, que tinha 51 anos. Ela foi baleada pelo ex-marido, com quem ela foi casada por oito anos, após pedir o divórcio em Ilhota, no Vale do Itajaí, no último sábado (11). Ela foi atingida na barriga e no braço, e chegou a ser levada para o Hospital Marieta Konder Bornhausen, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

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O feminicídio não atinge somente a mulher. Neste caso, o filho de Marinez, de 24 anos, tentou defender a mãe e também foi baleado na virilha e no braço, ficando em estado grave no hospital. Antes de ser agredido, ele conseguiu ferir o homem com um facão, o que possibilitou que a Polícia Militar prendesse o suspeito.

Quem são as vítimas de feminicídio em SC em 2026

Veja quem são as vítimas de feminicídio que tiveram os nomes divulgados em 2026

  1. Ana Deyse Gomes Provensi, 36 anos
  2. Pricila Maria Dolla Gomes, de 38 anos
  3. Tateana Medeiros, de 43 anos
  4. Carla Denise Ely da Silva, de 31 anos
  5. Ana Paula Farias, 42 anos
  6. Daiane Simão da Costa, 33 anos
  7. Grasilea de Cândido, 39 anos
  8. Marivane Fátima Sampaio, 25 anos
  9. Ana Leda Santoro, 70 anos
  10. Erica Borges, de 19 anos
  11. Tatiane Rebelatto Zanaro, de 34 anos
  12. Bárbara da Silveira Bagé, de 27 anos
  13. Karen Gabrielle Magalhães Pena, de 25 anos
  14. Adriana Aparecida dos Santos, de 37 anos
  15. Ana Paula Veloso Hortega, de 25 anos
  16. Maria Eduarda Salvaro, de 21 anos
  17. Rosane de Oliveira
  18. Nilséia Aparecida de Carvalho da Luz, de 55 anos
  19. Greiziane da Silva Luz, 29 anos
  20. Luciana dos Santos Vieira, de 28 anos
  21. Joseli Scherer, de 56 anos
  22. Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, 29 anos
  23. Jádna Custódio Ferreira Vieira, 55 anos
  24. Juvilete Kviatkoski
  25. Adolescente de 14 anos, que não terá o nome divulgado nesta matéria
  26. Adolescente de 15 anos, que não terá o nome divulgado nesta matéria
  27. Adolescente de 15 anos, que não terá o nome divulgado nesta matéria
  28. Débora Ester de Biazi Dambros, 24 anos
  29. Stefani Larine Johann, 25 anos
  30. Meriane Abreu Lima, de 43 anos
  31. Viviany Souza, de 47 anos
  32. Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos
  33. Luana Mendes Darella, 29 anos
  34. Neide Pavan Vieira, 68 anos
  35. Flaviane de Oliveira, 44 anos
  36. Marli Aparecida de Freitas Stella, 48 anos

Jovem grávida morreu em incêndio

Outro caso que ainda não entrou nas estatísticas foi o de Juliane Sthefany de Ávila, uma jovem de 20 anos que morreu em um incêndio investigado como criminoso em Monte Carlo, no Meio-Oeste, nesta semana. Ela estava grávida. O pai dela, de 72 anos, também morreu.

O caso foi registrado como feminicídio e homicídio pela Polícia Militar, isso porque um homem foi visto por testemunhas saindo da casa antes do incêndio. A jovem também ligou para a irmã antes da morte, pedindo socorro.

A investigação, no entanto, ainda está em andamento com condução da Polícia Civil.

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Companheiros, maridos e ex são os principais autores de feminicídios

O Observatório de Violência contra a Mulher aponta que até setembro, a maior parte dos feminicídios foram cometidos pelos companheiros das vítimas: 14 casos. Em seguida, os maridos aparecem como principais autores, além de ex-companheiros: cada categoria tem 8 casos.

Os dados também mostram que a maior parte foi morta com armas brancas (14 casos), enquanto 10 foram assassinadas com armas de fogo. Outras cinco mulheres foram vítimas de estrangulamento, cinco de agressão física, três de agressão física com instrumento contundente, e duas de enforcamento.