Fotos revelam insalubridade em lar de idosos que teve donos presos em Joinville

Mesmo impedida, mulher exercia atividade de forma ilegal há mais de 10 anos

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Parte externa e interna do lar de idosos clandestino (Foto: Polícia Civil, Divulgação)

Sujeira e lixo espalhado fazem parte do cenário insalubre encontrado por policiais civis em um lar de idosos que funcionava de forma ilegal. A casa funcionava no bairro Atiradores, em Joinville. Duas pessoas acabaram presas, mas foram soltas após audiência de custódia.

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Fotos divulgadas pela Delegacia de Polícia de Proteção à Criança, Adolescente Mulher e Idoso (DPCAMI) mostram o ambiente nocivo do local onde viviam quatro pessoas, sendo dois idosos e duas pessoas com deficiência. Uma das vítimas estava acamada e foi encontrada amarrada sem supervisão. Outra revelou que não podia descer ao piso inferior sem permissão.

No local ainda foi encontrado áreas com falta de higiene, a alimentação era limitada e não havia acessibilidade, que é obrigatória em casas de idosos legalizadas. 

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Conforme a delegada Georgia Bastos, a mulher era impedida pela Justiça de atuar na atividade de cuidadora de idosos, ainda assim, exercia a função há mais de 10 anos. Cerca de 45 denúncias de maus-tratos e insalubridade chegaram a ser feitas contra ela.

Prisão do casal dono do lar de idosos clandestino

Inicialmente, agentes da DPCAMI haviam ido até o endereço para cumprir um mandado de busca e apreensão, mas ao chegarem no endereço, presenciaram os crimes de maus-tratos. 

A 12ª Promotoria de Justiça de Joinville foi informada que a mulher insistia em descumprir a determinação judicial e, além disso, apurou que o companheiro a auxiliava na administração da casa e teria arma de fogo.

Diante das irregularidades , o casal foi preso e conduzido à DPCAMI, onde foram autuados em flagrante pelo crime de maus-tratos, cárcere privado e desobediência de decisão judicial com previsão no Estatuto do Idoso.

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Conforme a delegada, o casal foi liberado após audiência de custódia. O caso seguirá sendo investigado e os famíliares das vítimas ainda serão ouvidos.

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