Gêmea de serial killer usou código para assassinato e conviveu com cadáver por dias

Investigação aponta que Roberta Veloso Fernandes, irmã gêmea de Ana Paula Veloso, apresentou versões contraditórias sobre o desaparecimento de uma das vítimas

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serial killer brasileira

Irmã gêmea de serial killer também está presa (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo reforçou as suspeitas de que Roberta Veloso Fernandes, irmã gêmea de Ana Paula Veloso — apontada como “serial killer de Guarulhos” — tenha participado das quatro mortes atribuídas à estudante de Direito. Documentos do inquérito indicam que Roberta conviveu por dias com o corpo de uma das vítimas, Marcelo Hari Fonseca, encontrado em decomposição dentro da casa onde ambas moravam.

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Os investigadores apontam que Roberta apresentou versões contraditórias sobre o desaparecimento de Marcelo. Além disso, no dia subsequente ao encontro do corpo, a casa foi vista trancada com cadeado e, dias depois, familiares presenciaram Ana Paula queimando pertences do falecido em via pública, inclusive o sofá onde o corpo fora localizado.

Em depoimento, Roberta admitiu ter queimado o sofá alegando que o móvel “estava fedendo”. O ato foi interpretado pela polícia como tentativa de eliminar vestígios fundamentais.

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A polícia suspeita que Marcelo tenha sido morto, com o uso de venenos, muitos dias antes do encontro do corpo. Após o crime, Ana Paula teria deixado o local, mas Roberta permanceu morando com o cadáver no local.

Após a análise dos depoimentos e das mensagens trocadas entre as irmãs, o Ministério Público denunciou Roberta por participação nos quatro homicídios triplamente qualificados. Ela nega envolvimento.

Ana Paula, presa desde julho, é apontada como autora dos assassinatos de Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres, entre janeiro e maio deste ano. De acordo com a investigação, as vítimas foram envenenadas com terbufós, substância altamente tóxica usada na agricultura, misturada a alimentos como bolo, milkshake, feijoada e sanduíche.

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Código

As mensagens de celular obtidas pela polícia mostram que as irmãs falavam sobre os crimes em “código”, usando o termo “TCC” — referência a trabalhos de conclusão de curso — para se referir aos assassinatos. As mensagens indicavam planejamento e até a sugestão de que Ana Paula começasse a cobrar pelos TCCs, no mínimo, R$ 4 mil e em dinheiro vivo.

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O inquérito também indica que Ana Paula tentou criar versões falsas de ameaças e perseguições, chegando a registrar boletins de ocorrência contra supostos inimigos para afastar suspeitas.

Em depoimento, Ana Paula confessou dois dos quatro crimes, mas sua defesa afirma que as declarações não configuram confissão formal. O advogado das irmãs, Almir Sobral, nega o envolvimento de Roberta e sustenta que o caso ainda depende de perícias e exumações para confirmar a causa das mortes.

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Frieza e tentativa de incriminar terceiros

O relatório policial descreve a personalidade de Roberta como voltada à prática criminosa, marcada por “frieza” e “oportunismo”. No assassinato de Maria Aparecida Rodrigues, a acusada alegou desconhecer a vítima, mas admitiu ter recebido a mulher em casa para comer bolo e café na véspera de sua morte. Mensagens interceptadas mostram que ela ainda colaborou ativamente para incriminar a filha da vítima.

Já sobre o esquema de falsa gravidez aplicado à vítima tunisiana Hayder Mhazres, Roberta classificou a ação como uma “brincadeira de mau gosto”.

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Roberta Veloso foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo pela participação nos quatro homicídios triplamente qualificados e responde à ação na Justiça.

*Com informações do g1 e da CNN.