O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou que a Polícia Civil investigue um grupo suspeito de atos homofóbicos na Praia da Galheta, em Florianópolis. A denúncia aponta possível prática de violência física e constrangimento ilegal. Questionada pela reportagem do NSC Total sobre a abertura da investigação, a Polícia Civil não retornou o contato até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
A investigação deve focar nas ações do grupo. Um indivíduo da equipe já foi identificado e a apuração deveria buscar a identificação de outros envolvidos, de acordo com o despacho do MPSC, publicado em 10 de julho.
Os crimes citados na denúncia incluem homofobia, lesão corporal e constituição de milícia privada. O local é conhecido pela prática do naturismo.
Membro do grupo afirmou que integrava “equipe especializada de extermínio”
A denúncia encaminhada ao MPSC aponta que um dos integrantes do grupo participou de audiência pública na Câmara Municipal de Florianópolis destinada a “debater os atos ilícitos nas trilhas da Praia da Galheta”. O evento ocorreu no dia 18 de junho.
Na ocasião, o homem – que não compõem as forças de segurança do Estado e não é agente público de Florianópolis – pediu a palavra e mencionou a existência de uma “equipe de extermínio”.
— Do mesmo jeito que existe um bando de tarados, existe uma equipe especializada que vai exterminar todos eles. Eu faço parte dela e nós não daremos um passo para trás — afirmou o homem, que já foi denunciado à Justiça por lesão corporal grave.
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Denúncia aponta pelo menos 5 casos de violência na Praia da Galheta
A denúncia relata indícios de ao menos cinco ocasiões de violência praticadas pelo grupo. Em 14 de janeiro de 2026, um casal homossexual caminhava pela trilha de acesso à Praia da Galheta e relatou ter sido abordado pela “equipe especializada”.
O grupo alegou estar realizando gravações no local visando flagrar a prática de atos obscenos e ilícitos, fatos que não teriam relação com o casal. Para se resguardar, um dos homens pegou o seu celular para gravar a situação.
O membro já identificado do grupo, então, teria agredido ele e feito ameaças. A lesão corporal leve e a ameaça foram registradas por meio de boletim de ocorrência.






