Homem que matou três pessoas em briga por lata em Itapema é condenado a 75 anos de prisão

Ministério Público afirma que dois dos assassinatos teriam acontecido por uma briga envolvendo a venda de uma lata para usuários de crack

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Homem que matou três pessoas com barra de ferro em Itapema é condenado a 75 anos de prisão

Homem estava foragido da Justiça desde maio de 2024 (Foto: Polícia Militar, Divulgação)

Um homem de 40 anos foi preso na manhã desta terça-feira (11) após ser condenado a 75 anos de prisão por triplo homicídio qualificado. O caso ocorreu há cinco anos em Itapema, no Litoral Norte do Estado, mas o suspeito estava foragido desde maio do ano passado. Ele foi encontrado no bairro Coloninha, em Gaspar, e encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau.

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Os homicídios aconteceram na madrugada de 22 de maio em 2020, em uma propriedade na Rua 1106, no bairro Ilhota, em Itapema. Segundo a Promotoria de Justiça, o réu matou dois homens e uma mulher com golpes de barra de ferro por conta de uma discussão, motivada pela venda de uma lata para usuários de crack. Todos os envolvidos na época, incluindo o condenado, estavam em situação de rua e pernoitavam na propriedade em que o crime aconteceu.

Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) os crimes aconteceram pela briga e a pena foi agravada pelo fato de que as vítimas não tiveram a chance de se defender por serem atacadas enquanto dormiam. O terceiro assassinato teria sido contra uma mulher, que não estava envolvida na discussão, mas teria acordado e testemunhado as agressões. Por isso, também foi assassinada para que os crimes não viessem à tona. Na época, o homem foi encontrado e preso pela Polícia Militar com marcas de sangue na roupa, rosto e nas mãos, mas teria negado o crime.

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Em 2021, ele passou por um primeiro julgamento e foi absolvido, mas um recurso do MPSC fez com que a Justiça anulasse a absolvição e fizesse uma nova sessão. O novo Tribunal do Júri ocorreu na quinta-feira retrasada, no dia 30 de outubro. O Conselho de Sentença reconheceu que ele praticou dois homicídios duplamente qualificados e um homicídio triplamente qualificado, o que resultou na condenação a 75 anos de prisão em regime inicial fechado.

Conforme o Ministério Público, a pena seria maior, mas foi aplicada a regra do concurso material benéfico, prevista no Código Penal.

O homem não teve a identidade divulgada e a defesa não foi localizada.

*Sob supervisão de Luana Amorim