A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a mulher suspeita de alugar uma casa por meio de uma plataforma de hospedagem, retirar os móveis do imóvel e vendê-los por R$ 3,8 mil no Sul de Santa Catarina. O caso ocorreu em Balneário Rincão e ela ainda não foi localizada.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído pela 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma e encaminhado ao Poder Judiciário. As diligências continuam para localizar a mulher.
A investigação começou após o proprietário do imóvel registrar a ocorrência. A polícia conseguiu identificar a suspeita por meio do perfil utilizado na plataforma de hospedagem e do rastreamento da transação bancária envolvendo a venda dos objetos.
As diligências levaram os policiais até uma loja de móveis usados em Içara, onde parte dos itens retirados da residência foi recuperada. O proprietário do estabelecimento havia pago R$ 3,8 mil via PIX à investigada pelos objetos.
O comerciante foi autuado por receptação culposa na Central de Plantão Policial (CPP). Essa modalidade ocorre quando não há intenção de adquirir produto de crime, mas as circunstâncias indicam que a pessoa deveria presumir a origem ilícita do bem.
Móveis levados eram avaliados em cerca de R$ 17 mil
Conforme informado anteriormente pelo proprietário do imóvel, os móveis e eletrodomésticos retirados da residência eram avaliados em aproximadamente R$ 17 mil. Entre os objetos levados estavam duas camas box, quatro mesas de cabeceira, sofá, três banquetas, balcão de banheiro, televisão de 32 polegadas, máquina lava e seca e geladeira.
A reserva havia sido feita para 23 de setembro. A mulher teria se apresentado ao proprietário como enfermeira de um hospital da região. Depois que ela deveria ter deixado a residência, o anfitrião foi até o local e percebeu que os móveis e eletrodomésticos haviam desaparecido.
Vizinhos também relataram a presença de um caminhão de mudanças em frente à casa. Conforme o relato do proprietário, a hóspede teria dito aos moradores próximos que havia comprado o imóvel e seria a nova proprietária.
Família não mantém contato com investigada desde maio
Durante a investigação, a Polícia Civil entrou em contato com os pais da mulher. Conforme os relatos prestados à polícia, ela responde por outros ilícitos, incluindo uma investigação por furto qualificado conduzida pela Delegacia de Polícia da Comarca de Içara.
Ainda segundo a Polícia Civil, os familiares informaram que já haviam registrado um boletim de ocorrência contra a investigada por empréstimos fraudulentos feitos em nome da própria mãe. A família afirmou que não mantém contato com ela desde maio.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário. A Polícia Civil continua realizando diligências para localizar a investigada.









