Comerciantes pedem ajuda após onda de furtos e vitrines quebradas no Centro de Joinville

Comerciantes de Joinville pedem por mais segurança diante de casos de furtos na região central da maior cidade de Santa Catarina

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roubos em joinville

Casos semelhantes foram compartilhados nas redes sociais (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

Após uma onda de furtos e sequência de vitrines quebradas, um grupo de comerciantes fez um apelo diante da sensação de insegurança vivida no Centro de Joinville. Nas últimas semanas, relatos em redes sociais ganharam repercussão e até mesmo uma manifestação por meio de uma carta foi direcionada às forças de segurança da maior cidade de Santa Catarina.                                                                                                                

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Uma das empresas impactada pelas invasões criminosas entrou em contato com o NSC Total e informou liderar um grupo de comerciantes da região. “Não é uma manifestação isolada. É uma preocupação compartilhada por pessoas que trabalham, empreendem e investem no Centro e que, há anos, vêm cobrando medidas efetivas do poder público”, afirmou sob sigilo. 

Veja fotos das invasões e furtos registrados em Joinville

Pedido de ajuda aconteceu após percepção de aumento de furtos 

Para a empresa, a percepção é de que a situação vem se agravando nos últimos anos, mas enfrentam o obstáculo da subnotificação. “Os furtos no comércio são frequentes e muitos sequer são registrados, porque o comerciante acaba desistindo de fazer Boletim de Ocorrência diante da repetição dos casos e da sensação de que pouco será resolvido”, detalhou a fonte que procurou o NSC Total.

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“Segurança não pode ser tratada apenas quando o crime acontece. É preciso prevenção e presença permanente. Sem segurança, empresários deixam de investir, novos negócios deixam de abrir e o Centro perde cada vez mais sua capacidade de atrair pessoas, gerar empregos e se desenvolver, afirmou a empresa que lidera o grupo de comerciantes.

A carta citada, que carrega uma mensagem de reivindicação por mais segurança, principalmente durante a noite, foi entregue ao Síndico do Centro, que ficou responsável pelo protocolo e pelo encaminhamento ao poder público, afirmou a empresa que lidera o movimento.

Diante do cenário, o NSC Total também entrou em contato com o representante da Associação de Proprietários da Área Central (Apac) de Joinville, que confirmou a situação relatada por meio da carta do outro grupo de lojistas. “Nas últimas semanas tivemos uma onda gigantesca de arrombamentos, me levando a suplicar segurança para a prefeitura de Joinville.”

De vitrines quebradas em lojas a assalto com refém dentro de shopping

Em contato com a Polícia Militar, a reportagem solicitou os dados referentes às ocorrências registradas no Centro da cidade, mas os números não foram fornecidos até a publicação desta matéria. No entanto, o NSC Total localizou ao menos seis lojas que foram alvo de ações criminosas entre julho e agosto. Alguns deles levaram os casos para as redes sociais como um pedido de ajuda e visibilidade.

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Em 31 de julho, por volta das 13h, um casal entrou em uma loja localizada na Rua João Colin, próxima a uma agência bancária, e furtou diversas peças de roupas. Os produtos foram retirados das araras e colocados dentro de uma sacola plástica, nos fundos da loja. Logo em seguida, os suspeitos deixaram o local, sem pagar pela mercadoria. Toda a ação foi gravada por uma câmera de segurança. 

Já em 14 de agosto, um famoso brechó da cidade tentou lidar com a onda de furto em tom de humor, mas relatando a sequência de prejuízos que sofreu após arrombamentos na loja localizada na Rua Lages. “A gente sabe que vocês ficam ansiosos para garimpar os achados! Mas relaxa… não precisa quebrar a nossa porta”, destacou a administração.

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Imagens mostram que o vidro foi totalmente estilhaçado por uma dupla encapuzada. Inclusive, o brechó afirmou não ser a primeira vez que a vitrine principal foi quebrada para ser invadida. “Dizem que na terceira vez rola pedir música”, brincou.

Já na madrugada de 28 de agosto, por volta das 3h, uma loja, também localizada na Rua João Colin, próxima à Sociedade Harmonia Lyra, foi invadida por um grupo. Os suspeitos quebraram a fachada de vidro e furtaram diversas peças de roupas masculinas. “Acabaram de roubar a nossa loja. O estrago foi grande”, afirmou um dos proprietários.

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Está cada vez mais difícil trabalhar e manter um comércio seguro em Joinville. (…) Atenção, comerciantes de Joinville! Redobrem os cuidados, fiquem atentos e reforcem a segurança de seus estabelecimentos”, comentou um comerciante da mesma rua.

Por fim, um dos casos que mais chamou atenção no Centro de Joinville aconteceu dentro de um shopping da cidade, em 6 de julho. Conforme relatado à Polícia Militar, o roubo teve início quando um casal entrou na loja, já segurando uma pistola, renderam funcionários e colocaram diversas joias em uma sacola. O homem que estava presente no momento do assalto chegou a agarrar uma funcionária da loja pelo pescoço e a levou como refém. Ela foi liberada quando o casal saiu do shopping, pela Rua Felipe Schimdt, e fugiram em um carro Ford Fiesta, informou a PM.

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Ainda assim, mesmo sem o levantamento por meio do banco de dados, a Polícia Militar reconheceu a existência do problema e se manifestou por meio de uma nota ao NSC Total.

“Com relação aos casos de arrombamentos, informo que a Polícia Militar já está adotando as providências necessárias, com reforço das rondas, realização de barreiras e demais ações de policiamento, além do levantamento de informações para a identificação e localização dos envolvidos”, destacou a oficial da polícia militar na região.

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A Polícia Civil também foi procurada sobre ações de investigação na região, mas não retornou à equipe do NSC Total até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

O que a prefeitura diz

Também por meio de nota, a gestão municipal de Joinville se manifestou em relação à reivindicação dos comerciantes. Confira abaixo na íntegra:

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“A Guarda Municipal de Joinville é responsável por proteger bens, serviços e instalações do Município, estabelecer integração com órgãos municipais de políticas sociais e com órgãos estaduais e federais, prestar apoio a agentes de fiscalização municipais, prestar apoio à população em situações de desastres, contribuir com a segurança escolar, atuar como agente de trânsito e colaborar com campanhas de interesse público. 

A presença da Guarda Municipal no Centro de Joinville ocorre de forma itinerante com patrulhamento em praças, corredores comerciais e outras áreas como a Rua das Palmeiras, Praça da Bailarina e Terminal Central do Transporte Coletivo. O planejamento operacional inclui o patrulhamento no Centro, além de proteção patrimonial dos bens públicos.

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Em julho e agosto de 2026, a Guarda Municipal registrou mais de 600 ações preventivas na região Central, além do atendimento a mais de 70 ocorrências relacionadas a tráfico e consumo de drogas e furto. Além da presença de viaturas e guarnições, o monitoramento da região também é realizado por meio das câmeras de segurança.

É importante pontuar que o combate aos crimes registrados em estabelecimento privados é uma responsabilidade da Polícia Militar, assim como a investigação destes casos é conduzida pela Polícia Civil. Desta forma, é fundamental que os casos sejam oficialmente registrados por meio de boletim de ocorrência junto à essas forças de segurança.”

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*Sob supervisão de Leandro Ferreira