Jovem de moto elétrica que matou pedestre em Itapema vai prestar serviço comunitário

Condenação saiu nesta semana; um ano e três meses após o acidente no calçadão de Itapema

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Acidente ocorreu às vésperas do Ano-Novo (Foto: Reprodução)

O jovem que atropelou e matou José Divan Manoel de Lima, de 43 anos, foi condenado por homicídio culposo no trânsito. Ele recebeu sentença de três anos de detenção, mas a pena foi substituída por serviço comunitário. O acidente ocorreu na noite de 31 de dezembro de 2024, quando o réu, então com 18 anos, pilotava uma moto elétrica em alta velocidade no calçadão de Itapema.

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José estava na faixa sinalizada quando foi atingido, como mostram imagens de câmeras de segurança. Ele sofreu ferimentos graves, sobretudo na região da cabeça, e passou 14 dias internado. Apesar dos esforços da equipe hospitalar, ele morreu. O jovem não se feriu no acidente. Ele nunca chegou a ser preso e pode recorrer da decisão emitida nesta quinta-feira (9) pela Vara Criminal de Itapema.

Conforme o Tribunal de Justiça, as provas mostram que, apesar de não querer matar a vítima, o piloto da moto elétrica foi imprudente e não teve cautela diante da multidão que estava no calçadão aguardando a chegada do Ano-Novo. Diz, ainda, que, por se tratar de um veículo com capacidade para passar dos 50 km/h, deveria estar na pista, com capacete e CNH, o que mostra desrespeito às normas de trânsito.

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“O réu foi condenado por homicídio culposo no trânsito, com pena de três anos de detenção, em regime inicial aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento em dinheiro, além da suspensão do direito de dirigir. A pena foi agravada por condução de veículo sem habilitação e atropelamento sobre a faixa de segurança”, informou a Justiça.

O juiz também determinou o envio de ofícios à prefeitura de Itapema, à Câmara de Vereadores, ao 31º Batalhão da Polícia Militar e à Secretaria Municipal de Segurança Pública, com a recomendação de adoção de medidas efetivas de fiscalização e repressão ao tráfego irregular de veículos no calçadão da Meia Praia. Entretanto, logo após o acidente, o município proibiu esse tipo de veículo no local.

A família de José autorizou a doação dos órgãos dele.

— Graças ao bom Deus, ele vai conseguir ajudar de seis a sete famílias, pessoas que precisam de sobrevivência — afirmou à época a esposa da vítima, Ana Cláudia Oliveira.

Vídeo mostra momento do atropelamento