A morte de Alberto Pereira de Araújo, jovem de 29 anos que teve o corpo encontrado em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, teria sido motivada por desentendimentos com um dos envolvidos no crime. O corpo foi localizado em 28 de dezembro de 2025 e a investigação foi concluída na quinta-feira (9).
Segundo a Polícia Civil, Alberto atuava em um esquema de rufianismo, crime que consiste em tirar proveito financeiro da prostituição de outra pessoa. Após as desavenças, havia o receio de que ele contasse à polícia sobre as atividades criminosas.
Como é a praia onde corpo foi encontrado em mala
As informações seriam relacionadas, inclusive, a um homicídio em Laranjal Paulista, São Paulo, pelo qual Matheus Vinicius Silveira Leite estava foragido desde 2022. Matheus foi indiciado pela morte de Alberto e também é réu pela morte da corretora gaúcha Luciani Estivalet de Freitas.
Ao final das investigações sobre a morte de Alberto, duas pessoas foram indiciadas pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, ocultação de cadáver e rufianismo. Os dois investigados apontados como envolvidos no homicídio já se encontram presos pela morte de Luciani.
A terceira pessoa que teve a prisão temporária inicialmente decretada foi indiciada exclusivamente pelo crime de rufianismo, diante da ausência de elementos seguros para atribuir participação no homicídio e na ocultação do cadáver.
Alberto era “faz tudo” em esquema de prostituição
Segundo o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios da Capital, Alberto era um “faz tudo” do esquema de rufianismo. As atividades eram sediadas em um imóvel nos Ingleses.
“Alberto ajudaria nas pequenas coisas do dia a dia”, afirmou o delegado.
Quem era Luciani?
Jovem foi atraído para encontro e morto em imóvel usado para cafetinagem
Se valendo da relação de confiança existente entre Alberto e os demais envolvidos no esquema de prostituição, o jovem foi atraído para um encontro com um dos investigados no imóvel anteriormente utilizado nas atividades de rufianismo. Alberto foi morto no local.
Após o homicídio, o corpo foi desmembrado e submetido a procedimentos destinados a dificultar sua identificação. Os restos mortais foram colocados em mala e sacolas e posteriormente abandonados no costão da Praia do Santinho.












