Julgamento expõe horror vivido por advogado antes de ser assassinado por dinheiro em SC

Os quatro criminosos envolvidos no crime bárbaro receberam penas que, somadas, chegam a 152 anos de prisão

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Julgamento revela momentos de horror vividos por advogado assassinado em SC por dinheiro

Leandro Drews, de Timbó, foi mantido em cárcere, sedado, obrigado a fazer transferências bancárias e espancado

O julgamento dos quatro envolvidos no assassinato do advogado Leandro Drews, de Timbó, expôs o horror vivido pela vítima antes de morrer. O processo mostrou que o homem foi sedado, mantido em cárcere privado, obrigado a fazer uma série de transferências bancárias e agredido até não resistir mais. O grupo está preso desde a descoberta do crime e não vai poder recorrer da sentença em liberdade.

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Um dos envolvidos tinha uma relação próxima com Leandro há cerca de dois anos e usou essa amizade para planejar a ação. O objetivo, segundo a investigação, era conseguir dinheiro do advogado.

O processo mostrou que, no dia 30 de dezembro de 2024, o grupo deu início à execução do plano, atraindo a vítima para estabelecimentos em Blumenau e, depois, para a casa de veraneio alugada por eles em Rio dos Cedros. O imóvel foi usado como cativeiro para toda a ação criminoso, que se estendeu durante a passagem do ano de 2024 para 2025, conforme as autoridades.

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As agressões se prolongaram até 1º de janeiro de 2025, quando resultaram na morte de Leandro. Em seguida, os homens jogaram o corpo em área de difícil acesso na cidade de Doutor Pedrinho. O corpo só foi encontrado no dia 31 de janeiro de 2025, após um dos investigados indicar o local.

R$ 400 mil em transferências da conta do advogado

Os quatro réus foram condenados pelos crimes de associação criminosa, extorsão circunstanciada, ocultação de cadáver, corrupção de menor e lavagem de dinheiro. A sentença também reconheceu a prática de corrupção de menor, uma vez que induziram um adolescente de 17 anos a participar dos crimes, além de lavagem de dinheiro, evidenciada pela dissimulação da origem dos valores obtidos.

A quebra de sigilo bancário revelou intensa movimentação financeira entre 30 de dezembro de 2024 e 20 de janeiro de 2025, em um total de mais de R$ 400 mil desviados. Além das transferências, os valores foram utilizados para aquisição de bens, como veículos e motocicleta, com o objetivo de dar aparência lícita ao dinheiro. Os condenados terão de indenizar em R$ 425 mil os herdeiros do advogado.

Jefferson Carbonera Barcello, João Miguel Ferreira, Josias Reni Prudenti e Vitor Hugo Demarchi receberam, cada um, pena de 38 anos e dois meses de prisão.

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