Laudo revela causa da morte de advogado que concordou com a condenação do próprio cliente em SC

Corpo do advogado foi encontrado depois que um cheiro forte foi sentido da casa dele, no bairro Itacorubi, em Florianópolis

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Advogado Rodrigo Pantaleão foi encontrado morto em junho em Florianópolis (Foto: Reprodução)

Advogado Rodrigo Pantaleão foi encontrado morto em junho em Florianópolis (Foto: Reprodução)

O advogado Rodrigo Pantaleão, que ficou conhecido por concordar com a condenação do próprio cliente, teve uma morte natural, de acordo com o laudo pericial, divulgado na segunda-feira (31). O defensor foi encontrado morto em 25 de junho dentro de casa, em Florianópolis, dias depois do vídeo da audiência polêmica viralizar na internet.

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Apesar do resultado do exame, a Polícia Civil ainda ouvirá mais pessoas em depoimentos que estão pendentes no inquérito antes de concluir a investigação, conforme informações do g1 SC. Quando o corpo de Rodrigo foi encontrado, a Delegacia de Homicídios de Florianópolis informou que não havia indicativos de morte violenta.

O corpo do advogado foi achado depois de um cheiro forte sentido do imóvel, no bairro Itacorubi, o que mostra que Rodrigo estava morto há alguns dias. Também não havia indicativos de que a casa tinha sido invadida.

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Os criminosos procurados pela Polícia Civil de SC

Relembre o caso

Tudo começou no dia 12 de fevereiro, quando um suspeito foi preso pela Polícia Militar no bairro Sambaqui, em Florianópolis, portando 30 petecas de cocaína, além de uma munição. O homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e passou a ser defendido pela advogada Gabriela Serafin.

No entanto, a Justiça expediu um mandado de prisão contra Gabriela pelo suposto crime de tráfico de drogas no dia 13 de abril, o que a fez abandonar o caso. A mulher, depois disso, passou a ser procurada e foi presa.

Com o suspeito sem advogado, Rodrigo Pantaleão passou a ser o advogado desse homem. No dia 28 de maio, durante uma audiência na 3ª Vara Criminal de Florianópolis, Rodrigo Pantaleão concordou com a acusação feita pelo Ministério Público contra o próprio cliente. A juíza Carolina Ranzolin, então, considerou o réu, de 36 anos, indefeso.

O réu responde por tráfico de drogas, resistência contra a polícia e porte de arma com numeração suprimida. Ele está preso em Florianópolis. Na ocasião da audiência, Pantaleão permaneceu no celular durante a fala do promotor Raul Rogério Rabello e voltou a olhar para a câmera quando a juíza o chamou para se manifestar e prestar as alegações finais do caso.

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“A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”, respondeu.

Depois disso, a juíza, então, entendeu que Fernando ficou indefeso e determinou que um novo advogado fosse constituído em três dias. Isso não aconteceu e, dessa forma, foi nomeado um defensor dativo.

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O defensor, por sua vez, pediu, entre outras ações, a absolvição do réu ou a desclassificação do tráfico para posse de drogas para consumo próprio.

Outro advogado assumiu o caso depois disso e apresentou um novo pedido para que toda a fase final do processo fosse considerada nula, já que a defesa de Rodrigo Pantaleão teria sido ineficaz. A juíza, no entanto, negou os pedidos e definiu a condenação do réu.

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“As circunstâncias dos crimes se revelam graves, uma vez que o acusado estava armado em frente à sua residência, foi surpreendido na posse de arma de fogo de alto potencial ofensivo, além de ser de uso restrito e estar com a numeração suprimida, detinha artefatos potencializadores do seu uso (alongador de munição e seletor de rajadas), o que revela maior reprovabilidade da conduta e indica elevada potencialidade lesiva, representando risco concreto e elevado à segurança coletiva e maior reprovabilidade, justificando o aumenta da pena-base referente ao crime do art. 16 da Lei de Armas em 1/4.”, diz parte da sentença.