Daniel Brussecke Anderle, um mecânico de 27 anos, foi morto no lugar do dono da oficina onde ele trabalhava, revelou a Polícia Civil. O crime ocorreu no último dia de julho deste ano, mas a investigação teve desdobramentos nesta sexta-feira (16), com a prisão dos responsáveis pela morte violenta.
A apuração sobre os fatos resultou na operação “Veredito do Crime”, que mirou nove mandados de prisão e onze de busca e apreensão. Sete foram presos, entre investigados apontados como executores e mandantes do homicídio de Daniel.
Ele foi encontrado parcialmente carbonizado às margens da Estrada Geral Gaspar Alto, em Gaspar, no dia 31 de julho. Conforme a Polícia Civil, a determinação veio de integrantes de uma organização criminosa. Eles teriam descoberto que a oficina no bairro Progresso era um ponto de tráfico e não tinha autorização da facção para tal.
Assim, o alvo era o dono do estabelecimento. Ele, porém, saiu do endereço minutos antes dos criminosos chegarem. Os homens armados e encapuzados renderam as pessoas que estavam na oficina e, como o responsável não estava, levaram Daniel no lugar dele.
A vítima foi levada para outro local, onde sofreu agressões e foi interrogada sobre o paradeiro do chefe. A captura de Daniel foi comunicada à cadeia de comando da organização criminosa, e os executores aguardaram uma nova deliberação. Segundo a investigação, após receberem autorização de superiores da facção, os criminosos mataram Daniel, incendiaram o corpo e o transportaram até a região do Gaspar Alto, onde foi abandonado.
A investigação também identificou uma segunda vítima, que permaneceu em cárcere durante toda a noite, enquanto os integrantes da organização criminosa deliberavam sobre seu destino. Ao final, esse homem teve a vida poupada.
Os investigados responderão, conforme a participação individualizada, pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de tortura, cometido por integrante de organização criminosa ultraviolenta; sequestro e cárcere privado cometido por integrante de organização criminosa ultraviolenta; e ocultação de cadáver.
Os sete capturados foram conduzidos à sede da Delegacia de Homicídios de Blumenau para os procedimentos de polícia judiciária e, em seguida, encaminhados ao Presídio Regional de Blumenau (PRB), onde permanecerão por tempo indeterminado. O inquérito deve ser finalizado em 10 dias.
As investigações prosseguem para a conclusão das diligências e devem ser encerradas no prazo de dez dias.
