Mulher morta pelo ex-companheiro em SC havia conseguido medida protetiva 11 dias antes do feminicídio

Daiana Gisele Müller havia procurado a polícia para denunciar o homem por ameaça em Ipira, no Oeste

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Daiana Gisele Muller vítima de feminicídio em Ipira, no Oeste de SC (Foto: Reprodução, Redes sociais)

Daiana Gisele Muller vítima de feminicídio em Ipira, no Oeste de SC (Foto: Reprodução, Redes sociais)

Daiana Gisele Müller, de 38 anos, havia conseguido uma medida protetiva contra o ex-marido no dia 9 de outubro deste ano. Nesta terça-feira (20), ela foi morta pelo homem em Ipira, no Oeste catarinense. Da concessão da medida protetiva até o crime investigado como feminicídio, se passaram apenas 11 dias.

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Conforme a Polícia Civil, ela havia procurado a delegacia no dia 8 de outubro, quando registrou um boletim de ocorrência por ameaça contra o homem. Na ocasião, foi requerida a medida protetiva de urgência, deferida no dia seguinte.

Desde então, o ex-marido estava proibido de manter contato com Daiana e de se aproximar dela em menos de 100 metros. No entanto, por volta das 9h30min de terça-feira, o homem teria a assassinado. O corpo da mulher foi encontrado submerso em um riacho.

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Botão do pânico foi acionado

Menos de uma hora antes do crime, Daiana havia acionado o botão do pânico da Lei Maria da Penha. Horas depois, o homem se entregou à PM em Presidente Castello Banco, a cerca de 36 km de Ipira, e foi conduzido à Central de Plantão Policial de Concórdia.

Ele foi preso em flagrante por feminicídio e já teve a prisão preventiva solicitada. O fato de ele ter descumprido a medida protetiva pode ocasionar no aumento de até metade da pena, se condenado.