O governo de Donald Trump autorizou a transmissão pública e ao vivo na internet, da primeira execução militar dos últimos 60 anos da história do país. O anúncio foi realizado na quinta-feira (8) pelo secretário de defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. O réu é Nidal Hasan, ex-psiquiatra do exército, conhecido como Atirador de Fort Hood (Fort Hood Shooter), após matar 13 pessoas na base militar do Texas, em 2009.
A execução esta prevista para acontecer as 13h da quinta-feira, três de dezembro, no mesmo local onde Hasan cometeu o crime. De acordo com a Agência Reuters, o governo americano planeja exibir o fuzilamento em um post da rede social X, antigo Twitter.
Questionado se Hasan havia feito um último pedido ou entrado em contato com Trump, Hegseth respondeu: ‘Não me interessa. Nos veremos em 3 de dezembro’.
Presidente Trump autorizou o fuzilamento
A condenação de Nidal Hasan é morte por fuzilamento público. Segundo a legislação dos Estados Unidos, este tipo de execução só pode ser realizada com autorização da autoridade máxima do país, o Presidente da República.
Trump é um defensor da pena de morte , tendo assinado, em seu segundo mandato, uma ordem executiva para retomar o uso em casos julgados pelo governo federal.
Entretanto a corte também exige uma revisão em segunda instância para prosseguir com o caso, possibilitando que Hasan apele à Justiça e busque revisão de sua condenação e sentença em um tribunal federal.
O Atirador de Fort Hood
O massacre foi realizado em cinco de novembro de 2009, quando Hasan ainda era médico-psiquiatra do exército americano. O ataque ocorreu dentro de um prédio médico, onde soldados recém-deslocados aguardavam exames e vacinas.
Hasan assassinou 13 pessoas e deixou diversas outras feridas, afirmando em seu julgamento que acreditava estar protegendo muçulmanos e o Talebã no Afeganistão. No tribunal Hassan admitiu o crime e pediu desculpas por “quaisquer erros”.
O atirador é filho de imigrantes palestinos, da Cisjordânia e pratica o islâmismo, por influência dos pais. Na época, Hasan disse que pretendia impedir o envio de soldados para as guerras no Afeganistão e no Iraque, conflitos que considerava ilegais.
Entretanto, os investigadores encontraram 18 e-mails entre Hasan e Anwar al-Awlaki, um clérigo radical que foi posteriormente morto em um ataque de drone americano, nos meses que antecederam o atentado.
Em 2013, a Justiça militar norte-americana condenou o ex-psiquiatra à morte e o manteve preso em Fort Leavenworth, no Kansas, até atualmente.
*Sob supervisão de Abinoan Santiago
