Nova denúncia contra “guru” preso em SC inclui estupro de menores de 14 anos

Professor de yoga de 63 anos é acusado de se aproveitar de sua posição de "líder espiritual" para cometer crimes sexuais

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu uma nova denúncia contra o professor de yoga de 63 anos acusado de se aproveitar de sua posição de "líder espiritual" para cometer crimes sexuais. Ele foi preso preventivamente no dia 11 de abril, em Florianópolis. Na primeira denúncia, em abril, o órgão já havia apontado sete vítimas de violação sexual mediante fraude.

MP amplicou as acusações para 20 crimes sexuais contra 16 vítimas, incluindo quatro casos de estupro de vulnerável (Foto: Banco de imagens)

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu uma nova denúncia contra o professor de yoga de 63 anos acusado de se aproveitar de sua posição de “líder espiritual” para cometer crimes sexuais. Ele foi preso preventivamente no dia 11 de abril, em Florianópolis. Na primeira denúncia, em abril, o órgão já havia apontado sete vítimas de violação sexual mediante fraude.

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A nova denúncia, protocolada na última segunda-feira (30), amplia as acusações para 20 fatos criminosos contra 16 vítimas, incluindo quatro casos de estupro de vulnerável — três deles envolvendo vítimas menores de 14 anos na época dos abusos.

De acordo com a promotoria, o acusado cometeu:

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  • 1 caso de tortura psicológica
  • 12 casos de violação sexual mediante fraude
  • 3 casos de violência psicológica contra a mulher
  • 4 casos de estupro de vulnerável

Como ocorriam os crimes

Os crimes teriam ocorrido entre 2005 e 2024 em uma chácara em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, e em uma clínica na capital paranaense, onde o homem atuava como psicanalista e mestre de artes marciais. Todos os crimes foram cometidos de forma continuada durante anos, segundo o órgão.

— Todos esses delitos envolvem a prática de atos sexuais com as vítimas, tudo mediante uma uma dominação psicológica, ameaça, constrangimento, de forma que nenhuma das vítimas teve condições de se defender das investidas desse acusado — disse a promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira.

As últimas denúncias decorrem de novos depoimentos de vítimas após a divulgação da prisão do investigado, em abril.

— As investigações ainda têm continuidade para uma terceira fase, haja vista que temos novas vítimas e aguardamos cumprimento de medidas cautelares de produção antecipada de provas em relação a vítimas menores de 18 anos — declarou a promotora.

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O MP também conseguiu um bloqueio de bens do acusado no valor de R$ 2 milhões, além de dois veículos, que poderão ser usados para indenizações às vítimas, caso a acusação seja confirmada.

O processo tramita em sigilo judicial, e o MP continua recebendo informações sobre possíveis novos casos pelo e-mail: naves.mp@mppr.mp.br e quatrobarras.prom@mppr.mp.br, ou pelo telefone (41) 3225-0402.

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