Um desdobramento da operação Patrocínio Fiel mobilizou profissionais do Gaeco na manhã desta quarta-feira (19) em Itapema e Balneário Camboriú. A ação, que revelou na semana passada a atuação de uma organização criminosa suspeita de praticar crimes de sequestro, cárcere privado, tortura psicológica, coação e tráfico de drogas, resultou em novos mandados expedidos — um de prisão e dois de busca e apreensão.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Santa Catarina atuou em apoio ao Gaeco de São Paulo. As instituições não detalharam quem foi detido e quais objetos foram recolhidos, mas as ordens judiciais foram autorizadas pela justiça de Santos (SP).
Há uma semana, investigados apontados como integrantes de uma organização criminosa foram alvos de busca e apreensão em Florianópolis. A operação aconteceu após um advogado ter sido sequestrado, passado por extorsão e torturado na Baixada Santista.
A operação foi batizada de “Patrocínio Fiel” e objetivou a interrupção da prática criminosa de sete investigados. Além de Florianópolis, 18 mandados também foram cumpridos nas residências dos investigados, estabelecimentos comerciais e um imóvel em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, na Baixada Santista, em São Paulo. Um dos locais teria sido utilizado para manter o advogado em cativeiro.
Advogado foi jurado de morte
Jurado de morte, o advogado teria sido atraído para um encontro sob falso pretexto e mantido em cativeiro por integrantes do grupo criminoso, ocasião em que sofreu ameaças e constrangimentos para adotar medidas relacionadas a uma disputa empresarial e judicial.
Após o episódio, a vítima continuou sendo alvo de intimidações e ameaças. Durante as investigações, surgiram ainda indícios da prática de tráfico de drogas e da utilização de estruturas vinculadas à organização para o armazenamento, preparo e comercialização de entorpecentes.
O caso tramita sob sigilo.
