Um grupo suspeito de desviar cargas de bobinas de aço foi alvo de uma operação da Polícia Civil em Blumenau e outras duas cidades nesta quarta-feira (28). Na prática, eles mentiam que a mercadoria havia sido roubada, deixavam as empresas que os contratavam no prejuízo e vendiam o material “por fora”. Com milhões de reais movimentados, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,5 milhão das contas dos investigados.
Seis pessoas foram presas na região de Blumenau e Joinville e 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
A ação foi a segunda fase da operação Laços de Aço, batizada desse jeito porque muitos dos suspeitos eram integrantes de uma mesma família. Os “fundadores” da organização criminosa são de Blumenau, contou o delegado Juliano Baesso. Na primeira fase, em agosto, documentos e quebra de sigilo bancário ajudaram a identificar novos membros. No total, 11 já estão presos e foram indiciados por organização criminosa, furtos de carga e alteração de veículo automotor.
Os mandantes blumenauenses teriam aliciado motoristas e, assim, o esquema começou. Os caminhoneiros pegavam as bobinas em empresas da região e levavam para outras cidades ou estados. No caminho, simulavam um assalto à mão armada. A carga, então, era levada para outro local e vendida por ao menos quatro empresas laranjas, que serviam para “esquentar” o dinheiro com notas fiscais falsas.
Às custas do prejuízo alheio, eles movimentaram quantias “na casa dos milhões”, revelou o delegado. Por isso, o sequestro de bens de todos os indiciados e das empresas de laranjas foi autorizado pela Justiça. Os “especialistas” em desvios de carga de bobinas de aço foram indiciados, mas há indícios de outros envolvidos. Por isso, a investigação continua.
Das seis prisões preventivas, quatro foram em Blumenau. As outras duas, em Joinville e Altinópolis, em São Paulo.
