Dois suspeitos morreram em confronto com policiais na manhã desta sexta-feira (6), em um condomínio residencial de Itapoá, no Norte de Santa Catarina. Um dos investigados que foi morto na ação era Osvaldo Henrique Zappe, apontado pelas investigações como suspeito de matar e carbonizar três irmãos em Sangão, no Sul catarinense, em outubro.
A ação foi conduzida por equipes da Polícia Civil de Jaguaruna e de Itapoá, com apoio tático da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), a tropa de elite da instituição.
Segundo a corporação, Osvaldo, natural de Foz do Iguaçu (PR), estava escondido no condomínio, em Itapoá, onde era abrigado por um comparsa. Ainda conforme a polícia, quando os agentes deram voz de prisão, os dois homens, que estavam armados, reagiram. As equipes, então, teriam revidado e atingido a dupla, que morreu no local.
O crime que terminou com morte em confronto com a polícia em SC
O mandado de prisão contra Osvaldo tinha origem no triplo homicídio ocorrido na madrugada de 19 de outubro, no bairro Garganta, em Sangão. Três irmãos, naturais de São Paulo, foram mortos a tiros, tendo os corpos queimados em uma área de mata.
As vítimas foram identificadas como Lucas Gabriel da Silva Araújo, de 26 anos, Matheus da Silva Araújo, de 25 anos e Anderson Bruno da Silva Araújo, de 23 anos.
De acordo com o inquérito e relatórios da Polícia Militar, a mãe dos jovens ouviu barulhos parecidos com tiros perto de casa por volta de 1h daquela segunda-feira. Os corpos só foram encontrados à tarde, por volta das 14h30, quando outro filho dela voltou do trabalho.
Orientado pela mãe, ele foi até o morro em frente à residência, local que os irmãos costumavam frequentar, e encontrou as vítimas carbonizadas e com perfurações de tiro na cabeça. A Polícia Militar isolou a área para a perícia.
A investigação
Após a descoberta dos corpos, a Delegacia de Polícia Municipal de Sangão abriu inquérito, sob coordenação do delegado Alex Etevaldo de Souza, para apurar as circunstâncias e a autoria do crime. A Polícia Científica de Santa Catarina (antigo IGP) fez os exames no local e nos corpos, que embasam os laudos sobre a causa das mortes e a confirmação das identidades.
As diligências ligaram Osvaldo ao crime e levaram ao seu paradeiro no Norte do estado, resultando na operação em Itapoá.
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*Com supervisão de Fernanda Silva








