As fortes chuvas registradas entre terça (21) e quarta-feira (22) em Lages, na Serra Catarinense mobilizaram equipes da prefeitura e da Defesa Civil para atuar no atendimento e monitoramento de ocorrências. Já foram registrados cerca de 89,4 milímetros de precipitação em 24 horas.
O início da tempestade convectiva foi por volta das 22h de terça-feira e seguiu até a manhã de quarta-feira, com rajadas de vento de até 52,92 km/h. Foram registradas ocorrências em diversos bairros, incluindo o aumento do nível do Rio Carahá, que chegou a quase três metros e transbordou em algumas áreas.
Um deslizamento na Avenida Belizário Ramos interditou parte do trânsito na região central de Lages nesta quarta-feira. Um pedaço do asfalto cedeu, às margens do Rio Carahá. Nos bairros Centro, Dom Daniel, Vila Nova, e Guarujá, ocorrências envolvendo alagamentos afetaram cerca de 16 pessoas.
Entre as ocorrências, se destacaram a sinalização de uma rua após o deslocamento da tampa de um bueiro, e o resgate de moradores em pontos de alagamento. Os moradores, no entanto, escolheram permanecer nas residências.
A Defesa Civil segue fazendo o monitoramento de áreas com riscos de alagamentos e deslizamentos. Entre elas, ruas como Belizário Ramos, na esquina com a rua Inácio Cassemiro de Goss, no bairro Vila Nova; rua Nossa Senhora da Saúde e rua José Dallagnol, no bairro Guarujá; rua Ouro Preto, no bairro São Sebastião; rua Honorina da Costa Ribeiro, no Centro; rua João Dias Brascher, no Universitário, e as ruas José Bonifácio, Paulo Londeiro e Riacho Ipiranga, no bairro Gethal.
— A Defesa Civil permanece acompanhando a evolução das condições meteorológicas e dos níveis dos rios, realizando vistorias e rondas preventivas. Reforçamos que a população acompanhe os alertas oficiais e acione nossas equipes sempre que identificar situações de risco — ressalta o secretário executivo da Defesa Civil, Paulo da Silva Ribeiro.
Ações para enfrentar os riscos do El Niño
As ações da Defesa Civil de Lages visam a preparação e o enfrentamento dos efeitos do El Niño, que deve causar eventos climáticos extremos em 2026. O debate sobre o fenômeno incentivou treinamentos para a resposta rápida em situações adversas ocasionadas pelo clima.
O El Niño é o aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico, que muda a dinâmica das estações no hemisfério sul, interferindo na circulação dos ventos e nas formações de frentes frias. O El Niño está associado à elevação do risco de chuvas intensas e tempestades.
— Desde os primeiros alertas nossas equipes atuam de forma integrada para monitorar as áreas de maior risco e atender prontamente as ocorrências. O trabalho preventivo e o planejamento para os efeitos do El Niño permitem uma resposta rápida, sempre com prioridade à segurança da população — afirmou a prefeita Carmen Zanotto.





