O ciclone bomba que deve atingir regiões do Sul e Sudeste do Brasil nesta semana é um fenômeno derivado dos ciclones extratropicais. Ele, inclusive, é comum nas latitudes médias e está associado a tempestades mais intensas, com fortes rajadas de vento e queda de granizo. Além disso, ganha este nome devido a intensidade que é capaz de chegar em poucas horas.
Os ciclones extratropicais se formam, em geral, sobre o oceano, em latitudes médias, fora da faixa dos trópicos, segundo meteorologistas da Defesa Civil de Santa Catarina. Eles surgem a partir do contraste entre massas de ar quente e frio e são responsáveis pela formação das frentes frias que avançam sobre o Sul do Brasil, e de nuvens de chuva.
O ciclone bomba é um tipo de ciclone extratropical e recebe esse nome por conta da velocidade com que o fenômeno ganha intensidade, geralmente em poucas horas. A frente fria associada ao ciclone tende a avançar mais rápido sobre o continente, causando temporais mais fortes, com rajadas de vento mais intensas e maior chance de queda de granizo.
“A intensidade dos impactos em Santa Catarina depende, principalmente, do local onde ocorre a intensificação do ciclone”, afirma a meteorologista da Defesa Civil, Nicolle Reis. “Se o processo ocorre em alto mar, mais distante do continente, esses efeitos tendem a ser menos intensos no estado”, complementa a especialista.
Quais os efeitos do ciclone bomba?
No Brasil, os efeitos mais graves não vêm do ciclone em si, que costuma ficar sobre o oceano, e sim das tempestades organizadas ao redor do sistema, capazes de gerar rajadas muito fortes, granizo e chuva intensa em terra.
Os prejuízos resultam da combinação de fatores como:
- Tempestades relacionadas à frente fria;
- Grandes volumes de chuva sobre um solo já encharcado;
- Ressaca e avanço do mar em áreas costeiras;
- Queda de temperatura após a passagem do sistema;
- Maior vulnerabilidade de cidades com rede elétrica aérea, árvores sem manejo e construções frágeis.
Ciclone bomba é comum?
Ciclones extratropicais são fenômenos comuns nas latitudes médias, onde massas de ar frio e quente se encontram com frequência, segundo o g1. Entretanto, só uma parte deles se intensifica rápido o suficiente para ser classificado como ciclone bomba.
Esses episódios são mais frequentes sobre os oceanos e durante os meses mais frios, atingindo principalmente as áreas no Atlântico Norte e no Pacífico Norte, especialmente perto da costa leste da América do Norte e do Japão. No Hemisfério Sul, os ciclones aparecem nas rotas de tempestades que atravessam o Atlântico Sul, o Índico e o Pacífico.
Quando o ciclone deve atingir o Brasil?
No Brasil, os principais impactos devem acontecer entre os dias 6 e 8 de agosto, sendo que a Região Sul deve ser a mais impactada. Chuva, temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo devem ser esperados, já que a formação do ciclone favorece o avanço de uma frente fria.
No Oceano Atlântico as rajadas poderão superar 100 km/h. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina também devem ter rajadas superiores a 60 km/h entre os dias 6 e 8 de agosto.
Quais são as recomendações da Defesa Civil em casos de chuva
População será orientada em caso de desastres
A Defesa Civil Nacional emitiu um alerta para a chegada do ciclone bomba nesta quinta-feira (5). Para informar a população, utilizará um sistema de avisos.
Segundo o órgão, a população das regiões afetadas devem se atentar aos mecanismos de alertas de emergência, como a Defesa Civil Alerta, SMS, TV por Assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts. A população também pode enviar um SMS com o CEP para 40199 ou mandar um WhatsApp para (61) 2034-4611.
Além disso, o sistema do Defesa Civil Alerta será usado durante as tempestades. Ele utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado.
Como o alerta vai aparecer no celular
Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem tocar mesmo em modo silencioso. Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito, com alcance de celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) e cobertura de telefonia móvel com tecnologia 4G ou 5G.
O recurso não depende de pacote de dados e funciona mesmo se o usuário estiver ou não conectado ao Wi-Fi. A ferramenta busca orientar as pessoas sobre as medidas de proteção a serem tomadas. Dessa forma, os alertas terão informações sobre o tipo de risco que está prestes a acontecer e instruções práticas. Basta acompanhar os avisos que aparecem na tela do celular.




