Em pleno inverno, bolha de ar quente deve aumentar temperaturas em até cinco estados brasileiros nos próximos dias

Estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná devem sofrer as maiores mudanças de temperaturas.

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De acordo com os meteorologistas da plataforma, as temperaturas podem chegar a atingir até 40°C (Foto: Banco de imagens)

As temperaturas devem voltar a subir nos próximos dias no Brasil, segundo informações Denis William, meteorologista da Meteored. De acordo com profissionais da plataforma, as temperaturas podem chegar a atingir até 40°C em pleno inverno.

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Denis William enfatiza que o calor deve ganhar força nos próximos dias, principalmente no Brasil Central. Os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná devem sofrer as maiores mudanças de temperaturas.

Bolha de ar quente deve intensificar temperaturas

Uma bolha de ar quente deve ganhar intensidade sobre a porção central do país, após a passagem de ar frio. Nesta sexta-feira (24), as máximas ainda permanecem sob o controle desse ar frio. Os termômetros não devem passar dos 22°C na faixa entre o leste do Rio Grande do Sul e o sul de Minas Gerais, afetando pelo menos cinco estados brasileiros. O tempo se mantém ameno no sul de Mato Grosso do Sul, com máximas de 27°C.

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As temperaturas devem superar os 31°C no restante de Minas Gerais e de Mato Grosso do Sul, no noroeste de São Paulo e em todo o território do Mato Grosso e de Goiás. Já na divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, os termômetros ficam entre 35°C e 39°C.

No sábado (25), o ar quente se dirige ao Sul do Brasil, alcançando áreas do Paraná. Os termômetros devem atingir 40°C na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Durante o domingo (26), as altas temperaturas atingem os estados de São Paulo, com termômetros acima dos 27°C, Minas Gerais, com valores ficam entre 26°C e 35°C, e todo o Centro-Oeste.

O calor atinge a porção central do país. A capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande (MS), pode registrar 35°C neste domingo (26), o que também está previsto para Goiânia (GO). Enquanto isso, em Cuiabá (MT) os termômetros podem chegar próximos aos 41°C.

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Próxima semana começa com altas temperaturas no país

Na próxima segunda-feira (27) o calor deve ser espalhar pelo Brasil. Os ventos vindos de norte podem transportam p ar quente para o Sul e Sudeste, segundo o meteorologista, fazendo as temperaturas se aproximarem dos 37°C em áreas pontuais do oeste paulista e do Triângulo Mineiro. Temperaturas devem e variar entre 28°C e 34°C no restante do Sudeste.

O norte do Paraná terá temperaturas na casa dos 30°C, enquanto Mato Grosso do Sul deve registrar valores acima dos 35°C. A atenção se volta para a faixa oeste do Centro-Oeste, com termômetros que podem se aproximar dos 42°C. No restante do Brasil Central, o calorão será entre 35°C e 40°C no início da próxima semana.

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Calor pode trazer riscos

Calor é resultado do El Ninõ?

Segundo o meteorologista Mário Quadro, as temperaturas elevadas são comuns no inverno, mas o fenômeno do El Ninõ pode influenciar nos termômetros.

— Todo inverno a gente ter ondas de calor. Isso acontece normalmente no inverno associado a bloqueios de atmosféricos. Assim como esse que está sendo previsto que vai aumentar as temperaturas no centro do país. Então, independente de ter El Ninõ ou não, essas coisas vão acontecer— disse o profissional.

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No entanto, o aumento das temperaturas no Pacífico estão acontecendo de forma bem acelerada e os primeiros efeitos que seriam sentidos na primavera foram antecipados para o inverno:

— Por outro lado, o El Ninho está se elevando, ou seja, ele está se intensificando rapidamente, comparado com os outros parecidos com esse forte que tiveram. Esse está crescendo, ampliando as temperaturas no Pacífico de uma forma bem acelerada e isso faz com que os primeiros efeitos, que seriam normalmente na primavera, sejam antecipados para o inverno, como, por exemplo, essas chuvas que estão acontecendo no Rio Grande do Sul agora — afirma.

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O que é o El Niño

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño é o nome dado ao aumento na temperatura da superfície da água em um trecho do Oceano Pacífico perto do Peru, fazendo ela evaporar mais rápido. O ar quente sobe para a atmosfera, levando umidade e formando uma grande quantidade de nuvens carregadas.

Com isso, no meio do Pacífico chove mais, afetando a região Sul do Brasil, pois a circulação dos ventos em grande escala, causada pelo El Niño, também interfere em outro padrão de circulação de ventos na direção norte-sul e essa interferência age como uma barreira, impedindo que as frentes frias, que chegam pelo Hemisfério Sul, avancem pelo país. Logo, elas ficam concentradas por mais tempo na região Sul.