Um ciclone extratropical é um sistema atmosférico de baixa pressão que se forma, geralmente, pelo encontro de massas de ar quente e frio; fenômeno deve contribuir para intensificar as chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste (Foto: Banco de imagens e Inmet, Divulgação)
A formação de um ciclone extratropical em alto-mar, próximo à costa das regiões Sul e Sudeste, está prevista para sexta-feira (16), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A área de baixa pressão que dará origem ao sistema contribui para intensificar as chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste a partir de quinta (15).
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Os maiores acumulados previstos para quinta-feira podem superar 50 milímetros em 24 horas em áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e norte de São Paulo, conforme a previsão do Inmet.
Na sexta-feira, a chuva deve continuar em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste, especialmente em Minas Gerais, no Leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e Oeste da Bahia. Na Região Sul, a tendência é de redução das condições para chuva devido à entrada de uma massa de ar mais frio e seco, que favorecerá a queda das temperaturas.
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Depois de se formar próximo à costa das regiões Sul e Sudeste, na sexta-feira (16), o ciclone deve seguir em direção ao centro do Atlântico Sul, sobre águas progressivamente mais frias, segundo o Inmet. O sistema também deve favorecer a entrada de ar frio sobre parte do Centro-Sul do Brasil, sobretudo no fim de semana.
Veja a rota do ciclone, segundo o Inmet
Previsão da pressão atmosférica para a manhã de quinta-feira (15), conforme o modelo COSMO, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O retângulo cinza destaca cavados entre o Centro-Oeste e o Sul, além de uma área de baixa pressão próxima ao litoral de São Paulo, que devem contribuir para a manutenção das instabilidades (Foto: Inmet, Divulgação)Previsão da pressão atmosférica para a noite de sexta-feira (16), conforme o modelo COSMO, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O retângulo cinza destaca o ciclone extratropical sobre o Atlântico e sua área de influência. Já o retângulo azul indica regiões onde a entrada de ar mais frio e seco deve reduzir as condições para chuva (Foto: Inmet, Divulgação)Previsão de acumulados de chuva para quinta-feira (15), conforme o modelo COSMO, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As áreas em vermelho indicam onde os volumes podem superar 50 mm em 24 horas, abrangendo estados do Centro-Oeste e do Sudeste. Também há previsão de chuva expressiva no litoral da Região Sul, principalmente sobre o Oceano Atlântico, com possibilidade de atingir áreas próximas à costa (Foto: Inmet, Divulgação)Previsão de acumulados de chuva para sexta-feira (16), conforme o modelo COSMO, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As principais áreas de precipitação abrangem Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A chuva também deve avançar sobre o oeste da Bahia e ganhar intensidade no Amazonas e em áreas do Acre (Foto: Inmet, Divulgação)Previsão de granizo entre o fim da manhã e o início da tarde de quinta-feira (15), conforme o modelo COSMO, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As áreas destacadas em vermelho abrangem o sul de Goiás, o sul e o leste de Mato Grosso, o norte de Mato Grosso do Sul e o Triângulo Mineiro, sob aviso laranja para tempestades (Foto: Inmet, Divulgação)
Quinta-feira (15): uma área de baixa pressão permanece próxima ao litoral de São Paulo e contribui para a manutenção das instabilidades.
Sexta-feira (16): o sistema deve se intensificar e dar origem a um ciclone extratropical próximo à costa das regiões Sul e Sudeste.
Depois da formação: o ciclone deve seguir em direção ao centro do Atlântico Sul, avançando sobre águas progressivamente mais frias.
Durante o deslocamento: a temperatura da superfície do mar deve diminuir de aproximadamente 23°C para 14°C. Segundo o Inmet, essa evolução é compatível com a manutenção das características extratropicais do sistema.
O que é um ciclone e quais os principais tipos?
Ciclone extratropical – Fenômeno atmosférico comum no Sul do Brasil, formado pelo encontro de massas de ar quente e frio. Pode provocar chuva intensa, ventos fortes, ressaca e mudanças bruscas de temperatura (Foto: Banco de Imagens)Ciclone tropical – Sistema de baixa pressão que se desenvolve sobre águas oceânicas quentes. Alimentado pelo calor e pela umidade do mar, pode evoluir para tempestades mais intensas (Foto: Banco de Imagens)Furacão – Nome dado aos ciclones tropicais que atingem grande intensidade no Oceano Atlântico Norte e no nordeste do Pacífico. Seus ventos sustentados ultrapassam 119 km/h e podem causar danos severos (Foto: Banco de Imagens)Tufão – É o mesmo fenômeno que um furacão, mas recebe esse nome quando ocorre no noroeste do Oceano Pacífico, região que inclui países como Japão, China e Filipinas (Foto: Banco de Imagens)Ciclone subtropical – Sistema que reúne características dos ciclones tropicais e extratropicais. Costuma se formar sobre o oceano em áreas de transição e pode provocar ventos fortes e mar agitado (Foto: Banco de Imagens)Ciclone bomba – Não é um tipo específico de ciclone, mas um processo de intensificação rápida da tempestade. Ocorre quando a pressão atmosférica cai bruscamente, aumentando a força dos ventos e os impactos associados ao sistema (Foto: Banco de Imagens)