Onda gigante avança, invade comércios à beira-mar, arrasta embarcações e causa prejuízos em SC

Pescadores tiveram embarcações e redes arrastadas pela força da água

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Caso ocorreu na manhã desta segunda-feira (21) (Foto: Câmera de Segurança, Reprodução)

Uma onda gigante invadiu comércios à beira-mar no Sul de Santa Catarina. Imagens de câmeras de segurança registradas na manhã desta segunda-feira (21) mostram a água tomando conta de locais, trazendo sujeira e invadindo a areia e restaurantes.

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Na Praia do Cardoso, em Laguna, a força da água chegou a quebrar uma porta de vidro de um dos restaurantes. Mobiliário também foi arrastado.

Ao Bom Dia Santa Catarina, o pescador Paulo contou que, pouco antes da onda chegar, o mar recuou. “A maré secou”, disse ele. Uma embarcação e redes de pesca foram arrastadas pela água.

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Em Jaguaruna, o mar também avançou e chegou a invadir uma rua. Há a suposição de que o fenômeno seja um tsunami meteorológico, mas ainda não há confirmação pela Defesa Civil, que analisa a ocorrência.

Na prainha do Farol de Santa Marta, próximo à Praia do Cardoso, um muro da igrejinha teria sido derrubado pela força da água. Na região do Litoral Sul, ainda foi registrado granizo em Içara.

Veja como foi a onda gigante que invadiu comércios em SC

Litoral Sul sob alerta

O Litoral Sul catarinense está sob alerta de tempo. Segundo aviso da Defesa Civil, há condições para temporais acompanhados por raios, chuva intensa, rajadas de vento e queda de granizo, especialmente nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul.

O risco é moderado a alto para ocorrências associadas a alagamentos, danos na rede elétrica, queda de galhos e árvores e destelhamentos. Durante a tarde, as instabilidades tendem a ganhar força, aumentando as condições para tempestades severas e, consequentemente, o risco para ocorrências associadas ao mau tempo.

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Região teve tsunamis meteorológicos em 2023 e 2024

Em novembro de 2023, a Praia do Cardoso registrou um tsunami meteorológico. Na época, as ondas duraram cerca de 15 minutos cada — uma onda normal costuma durar cerca de 15 segundos. Com a duração maior, elas trouxeram mais volume de água, o que faz com que ela se torne mais forte e avance rapidamente.

Em dezembro de 2024, foi Jaguaruna que registrou tsunami meteorológico. Na época, a onda gigante destruiu ponte, muros, derrubou árvores e invadiu residências, segundo a Defesa Civil da cidade. O fenômeno pode ter chegado a mais de 10 quilômetros de extensão e as áreas com baixa presença de dunas e vegetação foram as mais atingidas.

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O que é tsunami meteorológico?

O tsunami meteorológico ocorre quando uma quantidade de nuvens carregadas e fortes ventos avançam rapidamente sobre o mar e formam uma grande onda que chega até a praia. Ele está normalmente está atrelado a algum sistema meteorológico, como linhas de instabilidade. Isso torna o fenômeno mais difícil de ser previsto.

Apesar do nome, ele não tem relação com um tsunami comum, que é provocado por um terremoto e normalmente tem poder destrutivo maior.