Supertufão Bavi volta a ganhar força com ventos de 240 km/h e avança rumo à China nesta semana

Após causar estragos em Guam e nas Ilhas Marianas do Norte, supertufão Bavi voltou a se fortalecer no Pacífico nesta terça-feira

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Supertufão Bavi causou estragos na ilha de Rota; nesta terça, imagens do satélite Himawari-9 mostram o Bavi com um olho ainda bem definido, embora com estrutura um pouco mais irregular (Foto: Redes sociais e NOAA, Divulgação)

O supertufão Bavi voltou a ganhar força após enfraquecer durante a passagem por Guam e pelas Ilhas Marianas do Norte, no Oceano Pacífico, segundo a atualização mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgada às 14h30min (horário de Brasília) desta terça-feira (7).

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Dados mais recentes do Centro de Satélites da NOAA indicam que o sistema estava sobre o Pacífico ocidental, avançando para Oeste após deixar Guam e as Ilhas Marianas do Norte. O sistema se desloca em direção a Taiwan e deve atingir a costa Leste da China ainda nesta semana, segundo a Reuters.

A análise por satélite mantém o Bavi com classificação T6.5/6.5 na escala Dvorak, acima da intensidade registrada na segunda-feira (6), quando o ciclone havia enfraquecido para T6.0/7.0. Segundo a NOAA, o sistema apresenta uma tendência de desenvolvimento lento, indicando uma leve reorganização da tempestade.

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Mesmo abaixo do pico de T7.0/7.5, atingido antes de cruzar as ilhas, o tufão continua intenso. A estimativa da agência apontava ventos máximos de cerca de 130 nós (240 km/h) e pressão mínima próxima de 924 hPa.

Bavi deixa milhares sem energia após atingir ilhas americanas

A passagem do supertufão deixou milhares de moradores sem energia elétrica em Guam e nas Ilhas Marianas do Norte. A ilha de Rota, com cerca de 1,5 mil habitantes, foi a mais atingida, registrando ventos de até 290 km/h, que derrubaram árvores, postes da rede elétrica e interromperam o abastecimento de água.

A prefeita de Rota, Aubry Hocog, informou que duas pessoas sofreram ferimentos leves e que mais de 50% da ilha foi danificada, sem registro de mortes. Segundo ela, a recuperação completa do sistema elétrico poderá levar de dois a três meses.

Moradores também relataram danos em residências, com telhados arrancados, falta de energia, água potável e serviço de telefonia móvel após a passagem do ciclone, conforme a AFP.

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Além de Rota, as ilhas de Saipan e Tinian também registraram interrupções no fornecimento de energia, assim como partes de Guam, onde as autoridades continuam avaliando os prejuízos deixados pelo supertufão.