Três furacões avançam pelo Oceano Pacífico nesta quinta-feira (3), segundo informações divulgadas pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (National Hurricane Center (NHC) em meio à alertas de intensificação do fenômeno do El Ninõ para o próximo trimestre.
Os sistemas foram apelidados de Lowell, Karina e Marie e se encontram simultaneamente sobre o oceano Pacífico. Marie ganhou força e passou de tempestade tropical a furacão no fim da última quarta-feira (2), próximo à Baixa Califórnia, no México, enquanto Karina e Lowell seguiam para oeste, afastando-se do continente americano.

A presença dos três furacões é considerada rara, já que a última vez que algo semelhante ocorreu foi em 2015, quando os furacões Kilo, Ignacio e Jimena estavam simultaneamente no Pacífico, segundo a Agence France-Presse (AFP).
Furacões estão relacionados com o El Niño
Segundo o meteorologista Matheus Martins, da Epagri, os fenômenos estão associado às águas quentes relacionadas ao El Niño, que fornecem energia para a formação e o fortalecimento das tempestades tropicais. Os ciclones não devem impactar o clima e as temperaturas no território brasileiro.
Os fenômenos ocorrem em meio à alertas de intensificação do El Niño, que deve ficar ainda mais forte nos próximos três meses, segundo uma previsão oficial da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgada nesta quinta-feira (3).
Os modelos utilizados pela OMM mostram uma “probabilidade excepcionalmente alta, de quase 100%”, de que o El Niño persistirá até fevereiro de 2027. Por isso, o aquecimento até lá deve permanecer dentro da categoria “muito forte”, caracterizada por anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) superiores a 2°C na região Niño 3.4, no Oceano Pacífico, que é uma das principais referências para o monitoramento do fenômeno.
Além disso, segundo um monitoramento realizado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (em inglês, National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a probabilidade é de 93% de o fenômeno atingir intensidade muito forte neste trimestre, entre os meses de setembro, outubro e novembro.

Na figura, a sequência dos três gráficos com alta probabilidade de El Niño forte indicam que o fenômeno terá grande intensidade a partir do mês de setembro. Apesar do cenário, a NOAA ressalta que um El Niño mais forte não provoca necessariamente impactos maiores em todas as regiões. Os efeitos também dependem dos sistemas meteorológicos, da umidade do solo e das vulnerabilidades de cada local.










