Ventos de 100 km/h deixam rastro de destruição e agricultores estimam perda de 70% das plantações em cidade de SC

“Era telha voando para todo lado”, conta uma moradora que viu a ventania atingir Garuva, na divisa com o Paraná, durante a tarde de quarta-feira (29)

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Rodrigo Padilha é agricultor e teve prejuízos em plantação de banana (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

“Era telha voando para tudo quanto é lado”, conta Leonilda Thomsen Walnier, moradora de Garuva, que viu a cidade do Norte de SC ser atingida por ventos fortes de quase 100 km/h. A ventania deixou rastro de destruição na cidade, causando destelhamentos, quedas de árvores, muros e danos na rede elétrica. Inclusive, agricultores do município na divisa com o Paraná estimam perda de cerca de 70% das plantações de banana, danificadas pelos ventos.

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De acordo com a Defesa Civil municipal, as rajadas de vento chegaram ao pico de 98 km/h às 15h. O fenômeno provocou danos em aproximadamente 30 residências, escolas municipais, áreas agrícolas e diferentes pontos da cidade.

Agricultor calcula demorar um ano para recuperar plantação destruída por ventos

Juliano Mews é bananicultor e estava no Centro da cidade quando o vento mais forte começou. Quando foi até a plantação se deparou com os estragos deixados pela ventania. 

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— Na plantação o prejuízo é grande porque destrói muitas folhas, as folhas da plantação derrubam os troncos e o prejuízo é grande. E aí, o cálculo mais ou menos é de 70 a 80% de dano, prejuízo. E toda a plantação, ela vai levar em média de um ano e meio para se restituir — lamenta o agricultor. Juliano explica que mesmo nos casos dos troncos que não foram derrubados, só o fato das folhas terem sido atingidas já prejudica o amadurecimento dos cachos.

O bananicultor Rodrigo Padilha informou que há cerca de dois anos outra ocorrência de ventania forte já tinha destruído parte da plantação que, agora, estava se reestruturando, já que as bananeiras demoram para se recomporem.

O agricultor Ladiomar Padilha também estimou um prejuízo de 60 a 70% das plantações gerais da cidade. Segundo a Defesa Civil de Garuva, a extensão total e exata dos danos na agricultura ainda é levantada pelas equipes responsáveis.

“Começou a voar tudo”: moradora precisou se esconder dos ventos em Garuva

Leonilda Thomsen Walnier estava em casa, na área urbana de Garuva, quando a ventania começou. Ela se preparava para assistir televisão quando foi até a cozinha de casa e, ao olhar pela janela, levou um susto com a força do vento.

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— De repente, começou a voar tudo e eu fiquei com medo. Fiquei dentro de casa […] Fiquei com medo de cair alguma coisa em cima de mim. O susto foi grande. Depois eu corri para fora [de casa] para ver os estragos. Deus do céu, era telha voando para tudo quanto é lado — descreve a moradora.

Um dos locais mais afetados da cidade foi a sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde houve destelhamento e danos internos, a câmera de segurança flagrou o momento do ocorrido. No registro é possível ver quando o forte vento provoca a queda de estruturas dentro do ginásio:

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Estragos na Apae de Garuva

Entre as principais ocorrências registradas estão destelhamentos, quedas de árvores, muros e danos na rede elétrica. A Defesa Civil e as equipes da Prefeitura seguem trabalhando no levantamento dos prejuízos e no atendimento aos moradores atingidos.

Todas as escolas da rede municipal registraram algum tipo de dano. As unidades mais afetadas foram as escolas municipais Profª Milene Saad Benedet e Guilherme Benkendorf. As equipes técnicas realizam vistorias para avaliar as estruturas e organizar os reparos necessários.

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Nenhuma unidade de saúde foi atingida. Até o momento, também não há registro de pessoas feridas ou desalojadas.

O fornecimento de energia elétrica começou a ser restabelecido gradativamente a partir das 20h50 de quarta-feira, mas ainda há pontos sem energia ou operando em meia fase. A Celesc permanece mobilizada na recuperação da rede.

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Os serviços de telefonia e internet também seguem prejudicados, com operadoras apresentando instabilidade e dificuldades de funcionamento em diferentes regiões do município.

— Desde o primeiro momento, nossas equipes estão nas ruas avaliando os danos, desobstruindo os locais e atendendo as famílias. Nossa prioridade é garantir segurança, prestar o suporte necessário e recuperar o mais rápido possível os serviços e os espaços atingidos — afirmou o prefeito Plotino de Bitencourt.

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Moradores que tiveram casas, propriedades ou estabelecimentos atingidos devem registrar uma ocorrência pelo telefone 199 ou procurar a sede da Defesa Civil, localizada na Rua Carlos Borgerhausen, em frente ao Ginásio Evandro Nagel.