A morte de dois irmãos enquanto tentavam atravessar a BR-470 para ir à escola expõe a falta de segurança para quem precisava cruzar a rodovia diariamente. Dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) mostram que apenas 20 passarelas de pedestres estão previstas para o trecho que corta Santa Catarina. Na cidade onde os estudantes morreram, Pouso Redondo, apenas uma está projetada.
No trecho da BR-470 em fase de duplicação, que vai de Navegantes a Indaial, está prevista a implantação de 11 passarelas. Entretanto, ainda não há previsão de quando elas vão sair do papel. Isso porque, atualmente, está em fase de licitação para definir qual empresa vai elaborar os projetos de engenharia dessas estruturas. Os locais onde elas serão instaladas já foram definidos, inclusive alguns indicados pela própria comunidade.
“Paralelamente, no âmbito do contrato vigente de duplicação do Lote 3 da BR-470/SC, está em elaboração o projeto de uma passarela em frente ao Instituto Federal Catarinense (IFC), em Blumenau, que será incorporada às obras por meio de termo aditivo”, segundo nota emitida pelo DNIT.
Onde estão previstas as passarelas na BR-470 entre Navegantes e Indaial
- Km 0,8, em Navegantes
- Km 9,6; em Navegantes
- Km 32,8; em Gaspar
- Km 33,9; em Gaspar
- Km 35; em Gaspar
- Km 49,5; em Blumenau
- Km 55,4; em Blumenau
- Km 56; em Blumenau
- Km 57; em Blumenau
- Km 60,5; em Blumenau
- Km 67,9; em Indaial
Trecho do Alto Vale terá ainda menos passarelas
O trecho da BR-470 que passa pelo Alto Vale do Itajaí deve ter ainda menos passarelas para pedestres, conforme os dados do DNIT. Serão apenas oito entre Indaial e Campos Novos, que têm 283 quilômetros de extensão. As estruturas devem ser construídas quando a duplicação chegar a este trecho. Os locais exatos ainda não estão definidos, mas sabe-se que serão quatro em Rio do Sul, uma em Ascurra, uma em Ibirama, outra em Pouso Redondo, onde os irmãos de 7 e 14 anos morreram atropelados, e a última em Curitibanos.
Faixas de pedestres não são a melhor solução
Faixas de pedestres poderiam ser uma solução? De acordo com o DNIT, esse modelo, isoladamente, não é tecnicamente recomendado, principalmente em pontos rurais de rodovias federais, onde as velocidades são mais altas. O órgão diz que “a definição das soluções para travessia de pedestres é realizada com base em estudos de engenharia de tráfego, que consideram critérios técnicos como fluxo de veículos e pedestres, velocidade da via, características do entorno e condições de segurança, podendo indicar, quando necessário, a implantação de passarelas ou outras intervenções adequadas”.
