A execução da obra da Serra do Fundo Grande, caminho de tropeiros usado há mais de 1150 anos, já está em estágio avançado. O trajeto ligará as cidades de Jacinto Machado, no Extremo Sul Catarinense, a Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, e se encontra na fase final de terraplenagem, segundo administradores da obra.
Com investimento de R$ 19,2 milhões, o projeto prevê a abertura de uma via de 5,2 quilômetros, com uma estrada com forte apelo ecológico e turístico, visando integrar a gastronomia, as pousadas e o potencial de esportes de aventura da região, como os voos de balão.
O projeto foi desenvolvido e está sendo acompanhado pelo Labs Cidades, laboratório da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Segundo o coordenador do Labs Cidades, Jóri Ramos, a obra é complexa, mas está avançando dentro do previsto.
A previsão é que a parte de abertura primária da vegetação e traçado sejam concluídas em 20 dias, segundo Jóri. Além disso, de acordo com o coordenador, a obra deve levar mais oito meses ou 12 meses para ficar pronta, dependendo dos fatores climáticos, que interferem bastante no cronograma.
Serra do Fundo Grande
Segundo a prefeitura de Jacinto Machado, a Serra do Fundo Grande é um caminho de tropeiros usado há mais de 150 anos como rota comercial.
A trilha percorre várias formações florestais e áreas de mata secundária até chegar aos campos de altitude a mais de mil metros de altitude no município de Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul.
O caminho pode ser feito a pé e a cavalo. Ao chegar nos campos, o caminho se encontra com a trilha do Pinheirinho, entre os canyons Cambajuva e Pinheirinho. O grau de dificuldade da trilha é alto e exige bom condicionamento físico.
Com cerca de sete quilômetros e oito horas de caminhada, com ida e volta, os aventureiros que embarcam na trilha podem observar a vegetação típica da Mata Atlântica Submontana, típica de encostas e vales da Serra do Mar e de áreas litorâneas do Brasil, e campos de altitude.






