Cidade de 6 mil habitantes com cachoeiras e formações milenares recebe selo internacional em SC

Aos pés da Serra Geral, Grão-Pará conquistou a Certificação Bronze da Green Destinations após ser avaliada em quase 100 critérios de turismo sustentável

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Com cerca de 6 mil habitantes, Grão-Pará conquistou reconhecimento internacional pelo compromisso com o turismo sustentável (Foto: Prefeitura de Grão-Pará, Reprodução)

Com aproximadamente 6 mil habitantes, Grão-Pará, no Sul de Santa Catarina, reúne cachoeiras com mais de 40 metros de altura, trilhas cercadas pela Mata Atlântica e formações rochosas estimadas em milhões de anos. O patrimônio natural do pequeno município ajudou a cidade a conquistar a Certificação Bronze da Green Destinations, um reconhecimento internacional voltado ao turismo sustentável.

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A certificação é concedida a destinos que demonstram compromisso com a preservação ambiental, a valorização da cultura local, a gestão pública e o desenvolvimento responsável. Os critérios seguem padrões internacionais do Global Sustainable Tourism Council, o Conselho Global de Turismo Sustentável.

Para receber o selo, Grão-Pará passou por uma avaliação baseada em quase 100 critérios. Foram analisados aspectos como conservação da natureza, proteção dos recursos hídricos, gestão de resíduos, eficiência energética, adaptação às mudanças climáticas, patrimônio cultural, comunicação, qualidade dos serviços e turismo responsável.

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O município também precisou apresentar documentos, indicadores, projetos, legislações, inventários e outras evidências das ações desenvolvidas. O processo contou ainda com auditorias para comprovar as práticas adotadas no destino.

Cachoeiras estão entre os atrativos de Grão-Pará

Um dos cenários naturais do município é a Cachoeira do Funil, localizada na comunidade de Serra Furada. Cercada pela Mata Atlântica, a queda d’água chama atenção pela formação rochosa e pelas águas cristalinas.

O acesso ocorre por uma trilha em meio à vegetação nativa. Durante o percurso, os visitantes passam por riachos, árvores centenárias e áreas que preservam a biodiversidade da região. O local é procurado principalmente para contemplação, fotografia e atividades de ecoturismo.

Outra cachoeira está localizada na comunidade de Capivaras do Meio, dentro da propriedade de Olívio Külkamp. A queda possui mais de 40 metros de altura e conta com estrutura para receber turistas.

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Parque abriga animais ameaçados de extinção

Grão-Pará também divide com Orleans o território do Parque Estadual da Serra Furada. Criada em junho de 1980, a unidade de conservação possui 1.330 hectares e protege áreas de vegetação nativa e diferentes nascentes nas encostas da Serra Geral.

O monumento geológico que dá nome ao parque possui uma fenda de aproximadamente 45 metros de altura e oito metros de largura. A formação está entre os pontos turísticos mais conhecidos da região.

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A área preservada serve de abrigo para animais ameaçados de extinção, como a jaguatirica, o gato-do-mato-pequeno, o puma e o porco-do-mato. O parque também concentra mais de 200 espécies de aves. Deste total, 39 são encontradas apenas na Mata Atlântica.

Entre as espécies registradas estão o surucuá-de-barriga-amarela, o macuco, a jacupemba, o gavião-pega-macaco e o papo-branco.

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Trilha atravessa túnel formado por rochas

No distrito de Aiurê, a cerca de 25 quilômetros do Centro de Grão-Pará, o Rio Túnel oferece uma experiência diferente aos visitantes. Uma trilha realizada a partir da Pousada Rio Túnel passa por dentro das formações rochosas atravessadas pelo curso de água.

As rochas formam uma espécie de túnel natural. Em seu interior, a luz atravessa as fendas e cria diferentes efeitos sobre os paredões. O trajeto também passa por pequenas cachoeiras.

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O acesso ocorre por uma estrada secundária e a realização da trilha exige agendamento prévio com a pousada.

Formação da Serra do Corvo Branco tem milhões de anos

Outro atrativo ligado a Grão-Pará é a Serra do Corvo Branco, localizada na divisa com Urubici, na SC-370. Estima-se que a formação rochosa tenha cerca de 160 milhões de anos.

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Um dos pontos mais conhecidos da serra é o corte aberto para a passagem da rodovia. Com aproximadamente 90 metros de profundidade, o trecho é considerado o maior corte em rocha arenítica do Brasil.

O nome Corvo Branco teria surgido por causa do urubu-rei, uma ave de plumagem predominantemente branca que era desconhecida pelos antigos habitantes da região. Na época, o animal teria sido chamado de corvo, dando origem ao nome da serra.

Conheça Grão-Pará