Como ondas gigantes deixam de ser só esporte e ganham papel estratégico para turismo e economia em SC

Roteiro reúne quatro municípios do litoral e tem Tubarão como hub de apoio para conectar surfe, turismo e oportunidades econômicas

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Além do esporte, ondas grandes são vistas como oportunidade para movimentar a economia regional (Foto: Rota BigSurf, Reprodução)

As ondas gigantes que já colocam o Sul de Santa Catarina no mapa do surfe de alta performance começam a ganhar também um papel estratégico para o turismo e a economia regional. Criada oficialmente em 2025, a Rota do Big Surf reúne Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba em um roteiro que busca valorizar o potencial das ondas grandes e transformar a vocação natural da região em oportunidades para visitantes, empresas e comunidades locais.

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É nesse processo que o Sebrae/SC passa a atuar de forma mais direta, em parceria com o Movimento Big Wave Brasil (BWB). A instituição trabalha na organização desse ecossistema e na aproximação entre municípios, empresários, entidades e demais envolvidos com o turismo de ondas grandes.

Como parte desse movimento, o Sebrae promove na próxima terça-feira (11), em Tubarão, um encontro voltado à apresentação das possibilidades do Big Surf para o turismo e os negócios. A programação terá a participação do surfista de ondas gigantes Lucas Chumbo, de um representante da Mormaii e de integrantes do BWB e do setor turístico. O evento ocorre a partir das 19h, no Cinema do Farol Shopping. 

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Tubarão integra a iniciativa como um hub de apoio. Pela localização estratégica entre os municípios da rota, a cidade concentra serviços que podem dar suporte aos visitantes, como hospedagem, comércio, saúde, lazer e infraestrutura urbana.

A proposta vai além da prática esportiva. A ideia é estruturar o Big Surf como um produto turístico capaz de movimentar diferentes setores da economia, desde hotéis e restaurantes até comércio, serviços e empresas ligadas ao turismo e ao surfe.

Das ondas ao desenvolvimento regional

A Rota do Big Surf foi oficializada em novembro de 2025, após a sanção de uma lei estadual pelo governador Jorginho Mello. A legislação estabeleceu a participação de Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba.

O grupo reúne representantes da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), prefeituras dos municípios envolvidos, Movimento Big Waves Brasil, sociedade civil, associações de surfe, entidades do turismo e do comércio.

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A criação da rota partiu do reconhecimento de que as ondas grandes são mais do que um atrativo para atletas. Elas também podem gerar fluxo turístico e estimular atividades econômicas nos municípios envolvidos.

Com a estruturação do roteiro, a expectativa é criar uma identidade regional em torno do Big Surf e facilitar a conexão entre quem visita o território e os negócios que podem atender esse público.

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Um novo produto turístico

O trabalho desenvolvido pelo Sebrae/SC busca justamente avançar nessa segunda etapa: transformar a existência da rota em uma oportunidade concreta para o setor produtivo.

A partir da criação de uma plataforma da Rota do Big Surf, empresas poderão aderir ao movimento e integrar uma rede voltada ao fortalecimento do ecossistema do surfe e do turismo. A intenção é aproximar empreendedores dos municípios e mostrar como o segmento pode agregar valor aos negócios.

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“Esse evento marca o início de um movimento que conecta os municípios e fortalece a identidade do nosso território ao transformar o surf em potencial produto de desenvolvimento econômico sustentável. É um ativo que movimenta toda uma cadeia econômica, envolvendo hotéis, restaurantes, comércio e serviços”, afirmou o gerente Regional Sul do Sebrae/SC, João Alexandre Guze.

Segundo a analista de Projetos do Sebrae, Juliana Ghizzo, a proposta é fazer com que os diferentes segmentos envolvidos passem a enxergar o Big Surf também como uma oportunidade econômica.

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“Além de ouvir a experiência do Lucas Chumbo, da Mormaii e do Movimento Big Wave Brasil, queremos proporcionar às empresas o entendimento de como esse produto pode agregar valor aos negócios. O objetivo da plataforma é conectar, fortalecer essa identidade e aproximar as empresas para que, futuramente, possamos consolidar o Sul como uma referência no turismo de ondas grandes”, afirmou Juliana.