De pedras gigantes a construções de 12 mil anos: conheça 5 monumentos que desafiam a imaginação

Espalhadas por diferentes países, estruturas pré-históricas e construções monumentais chamam atenção pelo tamanho dos blocos, pela precisão dos encaixes e pelas técnicas usadas em sua criação

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De pedras gigantes a construções de 12 mil anos conheça 5 monumentos que intrigam pesquisadores (5)

Göbekli Tepe, na Turquia, reúne pilares de pedra esculpidos há quase 12 mil anos e está entre os sítios arqueológicos mais antigos conhecidos (Foto: Divulgação, Unesco)

Como sociedades antigas conseguiram erguer monumentos com pedras que pesam dezenas de toneladas, e até mais de 100? De que maneira comunidades pré-históricas organizaram construções monumentais milhares de anos antes do surgimento das cidades? E como um único homem, no século 20, moveu sozinho blocos enormes na Flórida?

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De pilares esculpidos com figuras de animais a muralhas formadas por blocos cuidadosamente encaixados, esses monumentos continuam despertando o interesse de arqueólogos, historiadores e visitantes.

Embora algumas funções ainda sejam debatidas, existem explicações e hipóteses científicas para boa parte desses enigmas. Conheça cinco construções que chamam atenção pela história e pelas características incomuns:

Göbekli Tepe, na Turquia

Considerado um dos mais antigos complexos monumentais conhecidos, Göbekli Tepe foi erguido entre 9600 e 8200 a.C., durante o Neolítico pré-cerâmico. Localizado no sudeste da Turquia, o sítio arqueológico reúne estruturas de pedra e grandes pilares em formato de T, alguns decorados com figuras de animais.

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Os maiores pilares têm cerca de 5,5 metros de altura e pesam cerca de 8 toneladas. A complexidade das esculturas e a organização do espaço chamam atenção porque o monumento foi erguido por comunidades que ainda não viviam em cidades e não utilizavam ferramentas de metal.

Segundo a Unesco, as construções teriam sido usadas em eventos sociais e rituais, provavelmente funerários. Escavações recentes também identificaram vestígios do que parecem ter sido edificações domésticas. Uma das questões que intrigam pesquisadores é como esses grupos conseguiram mobilizar trabalhadores e recursos para erguer estruturas tão elaboradas.

Sacsayhuamán, no Peru

Nas proximidades de Cusco, no Peru, Sacsayhuamán impressiona pelas enormes muralhas formadas por blocos de pedra de diferentes tamanhos e formatos. Muitos deles pesam mais de 100 toneladas e foram encaixados uns nos outros sem argamassa.

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A precisão dos encaixes é uma das características mais conhecidas do complexo. As pedras têm contornos irregulares que se ajustam às vizinhas, formando estruturas resistentes a terremotos.

Construído a partir de meados do século 15, durante o Império Inca, o complexo tinha funções cerimoniais, políticas e militares. Segundo a World History Encyclopedia, cerca de 20 mil trabalhadores foram convocados em sistema de rodízio. Ainda assim, os métodos usados para transportar e posicionar os blocos continuam despertando curiosidade.

Alinhamentos de Carnac, na França

Na região da Bretanha, no noroeste da França, cerca de 3 mil menires formam fileiras que se estendem por cerca de 4 quilômetros. Conhecidos como Alinhamentos de Carnac, os monumentos foram erguidos por sociedades neolíticas, em uma paisagem moldada há mais de 7 mil anos.

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As pedras estão organizadas em longas sequências, além de círculos e outras formações. Em 2025, os Megálitos de Carnac e as margens do Morbihan entraram na lista do Patrimônio Mundial da Unesco.

Entre as hipóteses levantadas por pesquisadores estão funções cerimoniais, religiosas e relacionadas à observação dos astros. No entanto, não há consenso sobre o significado original dos alinhamentos.

Zorats Karer, na Armênia

Também conhecido como Karahunj, Zorats Karer é um sítio arqueológico no sul da Armênia. O complexo reúne 223 pedras identificadas, cerca de 80 delas com orifícios circulares.

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Esses orifícios deram origem à teoria de que o local teria funcionado como um antigo observatório astronômico. A hipótese, porém, é controversa. Especialistas como o arqueoastrônomo Clive Ruggles consideram as datações astronômicas especulativas, e os furos podem nem ser pré-históricos.

Uma equipe da Universidade de Munique interpretou o local, em 2000, principalmente como uma necrópole, usada da Idade do Bronze à Idade do Ferro.

Coral Castle, nos Estados Unidos

Em Homestead, na Flórida, o Coral Castle chama atenção por uma característica incomum: foi construído por um único homem. De cerca de 1923 até 1951, o imigrante letão Edward Leedskalnin esculpiu e posicionou blocos de calcário oolítico que pesam, em média, 14 toneladas. O maior tem cerca de 27 toneladas.

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A obra começou em Florida City e foi transferida para o local atual por volta de 1936. Leedskalnin não gostava de ser observado e dizia que o trabalho “não é difícil se você souber como”, o que ajudou a criar a fama do local e teorias sobre técnicas misteriosas.

A explicação, porém, é simples. Segundo a Live Science, fotos antigas mostram o uso de tripés, polias e guinchos, e um amigo do construtor documentou como a obra foi feita.