Asilo em condições precárias é interditado na Grande Florianópolis

Vistoria identificou problemas estruturais, de lotação, higiene e alimentação no espaço

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Conselho Municipal do Idoso vai acompanhar transferência de residentes (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Um asilo em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, vai precisar ser interditado por se encontrar em condições precárias. O local foi identificado com superlotação, problemas de higiene e de alimentação dos idosos residentes. Eles devem ser transferidos às famílias de origem ou a outras instituições da região.

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A interdição do espaço foi determinada pela Justiça, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que monitorava as irregularidades do local há mais de um ano. Em maio de 2021, a Promotoria chegou a firmar um acordo para que elas fossem sanadas. Algumas melhorias foram feitas, mas parte dos problemas se manteve.

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Uma vistoria realizada no asilo em julho deste ano pela Vigilância Sanitária do município a pedido do MPSC identificou que o local tinha lotação acima do permitido, além de ambientes com forte odor de urina e sanitizados com produtos de limpeza inadequados, e adotava cuidados de alimentação em desacordo com o que previa uma nutricionista.

A Vigilância Sanitária também verificou que o local não tinha um projeto arquitetônico aprovado pelos órgãos competentes e carecia de melhorias estruturais, já que contava, por exemplo, apenas com dois banheiros para atender 20 residentes.

O órgão autuou o local e deu 30 dias para que fossem feitas correções, mas, passado esse prazo, já em nova vistoria, identificou que espaço seguia com os problemas anteriores e ainda passou a ter menor número de funcionários, inadequado para atender os idosos residentes.

À Justiça, o MPSC argumentou que não havia um cenário de maus-tratos, mas que, ainda assim, as pessoas acolhidas estavam em situação de risco devido às carências do asilo. Foi concedida então uma liminar, de caráter provisório, para interditar o espaço.

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O processo de transfêrência dos residentes que viviam no local terá acompanhamento do Conselho Municipal do Idoso, da Secretaria de Assistência Social, além do MPSC e da Vigilância Sanitária.

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