Consumidor compra mais em supermercado e reduz delivery, diz pesquisa

Levantamento leva em conta as operações feitas com cartões de crédito e débito

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Levantamento leva em conta as operações feitas com cartões de crédito e débito (Foto: A7 Press/Folhapress)

Mais compras em supermercados, menos pedidos no delivery, maior consumo de fast food, de aluguel de roupas de festa, de câmeras e microfones, além de mais consultas em oftalmologistas. Estes são alguns destaques do segundo trimestre de 2022 segundo a pesquisa Análise do Comportamento de Consumo do banco Itaú, divulgada nesta terça-feira (16).

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O levantamento leva em conta as operações feitas com cartões de crédito e débito dos clientes Itaú, assim como os valores movimentados nas maquininhas da marca Rede, que pertence ao banco.

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Na opinião de Mário Miguel, diretor de cartões do banco Itaú, os dados refletem o momento híbrido do consumo: mais consumidores nas ruas reativam as vendas em lojas físicas (alta de 28% em valor), embora o consumo online continue crescendo pela comodidade (avanço de 43%).

— Com mais gente no presencial, o consumo de delivery cai [recuo de 26% em valor] e o de fast-food sobe [56%] — diz Miguel. Ou seja: quem volta para o presencial está optando por uma comida mais barata.

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Ao mesmo tempo, as compras em supermercados cresceram 23% em valor, embora o tíquete médio tenha caído 2%. No período, as compras parceladas nos supermercados avançaram 4%. “O consumidor tem variado o número de pontos de vendas, possivelmente em busca de promoções e melhores preços”, diz Miguel.

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Mais supermercado e menos delivery

O levantamento apontou um aquecimento no comércio varejista: alta de 28% no número de transações no segundo trimestre de 2022 frente ao mesmo período de 2021 e aumento de 35% no valor transacionado.

As compras parceladas representaram 52% do total no segundo trimestre deste ano, contra 49% do segundo trimestre de 2021.

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Pix já empata com débito

O Pix como opção de pagamento já empata com o débito, segundo o Itaú: 12% de participação para cada modalidade. Já o crédito representa 76% dos pagamentos.

A pesquisa apontou ainda um crescimento de 193% no valor transacionado para os cartões virtuais e 136% nas carteiras digitais. “É a consolidação da tendência de digitalização das formas de pagamento, inclusive em busca de maior segurança”, diz ele.

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O retorno das festas tem aquecido o mercado de aluguel de roupas: alta de 161% em valor. Já o home office em alguns dias da semana e o maior consumo por parte dos gamers garantem o aumento de 82% das vendas de câmeras e microfones.

— O consumo de telas durante a pandemia, por sinal, está cobrando a conta agora: houve alta de 73% no total de pagamentos a oftalmologistas e de 21% em óticas — afirma Miguel.

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O levantamento indicou ainda uma disparada de 287% no valor transacionado no turismo internacional, com destaque para os Estados Unidos (participação de 26%).

* Reportagem de Daniele Madureira