Câmara mantém estado de emergência de PEC Kamikaze, que libera R$ 41 bilhões

Deputados finalizaram na tarde desta quarta-feira votação da proposta em 1º turno

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Deputados analisam PEC nesta tarde (Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados manteve, nesta quarta-feira (13), a criação de um estado de emergência na proposta de emenda à Constituição (PEC) Kamikaze, que aumenta benefícios sociais neste ano eleitoral. Os parlamentares finalizaram a votação do texto em primeiro turno e analisam, agora, a proposta em segundo turno.

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O estado de emergência foi estratégia adotada pelo governo e parlamentares aliados para contornar a Lei Eleitoral, que proíbe ampliação e criação de benefícios sociais próximo ao pleito.

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O texto da PEC justifica que o estado de emergência é necessário “elevação extraordinária e imprevisível dos preços do petróleo, combustíveis e seus derivados e dos impactos sociais deles decorrentes”.

O texto-base da PEC foi aprovado em primeiro turno na terça-feira (12) em sessão marcada por instabilidade do sistema. Na tarde desta quarta (13), os deputados votam o segundo turno e os destaques. O texto já foi aprovado no Senado. 

Acompanhe a votação do segundo turno

O que prevê a PEC

Auxílio Brasil vai aumentar para R$ 600

  • Ampliação de R$ 400 para R$ 600 neste ano e governo promete zerar a fila
  • O custo total é de R$ 26 bilhões

Caminhoneiros terão auxílio de R$ 1 mil

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  • Benefício de R$ 1 mil será pago a caminhoneiros autônomos cadastrados na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) até 31 de maio
  • O custo é de R$ 5,4 bilhões

Auxílio-gás de R$ 120

  • O valor do benefício pago a cada dois meses vai dobrar, para cerca de R$ 120 por bimestre
  • Atualmente o benefício é de 50% do valor médio do botijão de 13 kg (considerando a média dos últimos seis meses)
  • O custo da medida é de R$ 1,05 bilhão

Auxílio para taxistas

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  • Limitado a R$ 2 bilhões

Verba para transporte gratuito para idosos

  • Autorizar repasse de verba para garantir a gratuidade para idosos no transporte público municipal e intermunicipal, em regiões metropolitanas. Gratuidade, prevista em lei, já está em vigor atualmente
  • O custo da medida é de R$ 2,5 bilhões

Repasse de verba para o setor do etanol

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  • Repasse a estados para compensar cortes em alíquotas de tributos sobre o etanol e manter a competividade do combustível na comparação com a gasolina
  • O custo da medida é de R$ 3,8 bilhões

Decretação de estado de emergência

​Possibilita o pagamento de novos benefícios, como o auxílio para caminhoneiros, mesmo em ano de eleição

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  • Estado de emergência visa proteger o governo em casos de questionamentos jurídicos por infração à legislação eleitoral

Quanto ela deve custar?

A medida tem impacto previsto de R$ 41,2 bilhões além do teto de gastos do governo

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STF envia à PGR quarto pedido de investigação contra Bolsonaro no caso MEC

Qual a justificativa para o estado de emergência?

O relator da matéria, o senador e ex-líder do governo Fernando Bezerra (MDB-PE) aponta a Guerra na Ucrânia e o impacto sobre os combustíveis para pedir o reconhecimento do estado de emergência.

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O que muda com o estado de emergência?

O estado de emergência pode ser decretado em situações extraordinárias. Ele só pode ser declarado pelo governo diante de alguma ameaça que possa provocar uma instabilidade no país.

No Brasil, a lei eleitoral proíbe a implementação de novos benefícios no ano de realização das eleições, justamente para evitar o uso da máquina pública em favor de um dos candidatos. As únicas exceções são programas já em execução ou quando há calamidade pública ou estado de emergência.

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No caso da PEC Kamikaze, o estado de emergência seria regulamentado pela própria proposta e afastaria todas as vedações ou restrições previstas na legislação.