Júri da boate Kiss é anulado pelo Tribunal de Justiça do RS

Quatro acusados por incêndio que matou 242 pessoas devem ir a novo julgamento

Compartilhe:

Incêndio ocorreu em 27 de janeiro de 2013 (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo)

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou, por dois votos a um, o julgamento que condenou os quatro réus do processo da boate Kiss. Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal decidiram então que um novo júri deve ser realizado. As informações são de GZH.

Continua após a publicidade

Receba notícias do DC via Telegram

Os advogados de defesa dos acusados pediram a nulidade alegando que não conheciam os jurados, enquanto o Ministério Público havia usado o sistema de consultas integradas para consultá-los.

Continua após a publicidade

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do RS, matou 242 pessoas em janeiro de 2013. O julgamento só aconteceu quase nove anos depois, em Porto Alegre.

Boate Kiss: advogada usa carta psicografada para defender vocalista

Vítima da Kiss conta que se despediu da família e pediu perdão enquanto caía em meio a incêndio

No júri, agora anulado, Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, sócio da Kiss, havia sido condenado a 22 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Outro sócio da boate, Mauro Hoffmann, recebeu pena de 19 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Já Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado. E Luciano Bonilha Leão, produtor de palco da banda Gurizada Fandangueira, a 18 anos de prisão em regime fechado.