Gestor de hospital investigado por desvio de dinheiro em SC é preso por atrapalhar investigação

Ele estaria coagindo testemunhas e falsificando documentos para se defender, segundo a Polícia Civil

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Imagem mostra momento que homem foi preso na frente da casa onde mora (Foto: Primeira Página SC)

O ex-administrador do hospital de Rio do Campo, no Alto Vale do Itajaí, teve a prisão preventiva decretada porque estava atrapalhando as investigações da polícia em um inquérito em que é suspeito de desviar dinheiro dos cofres da unidade. A prisão ocorreu na tarde desta quinta-feira (24) e o homem foi encaminhado ao Presídio de Rio do Sul.

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De acordo com o delegado Diones de Freitas, os desvios teriam ocorrido entre dezembro de 2020 e junho de 2021. O montante tirado ilegalmente dos cofres do Hospital Nossa Senhora Aparecida ainda não foi divulgado, mas segundo o investigador há indícios de que o dinheiro que entrava em espécie não chegava às contas da unidade.

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As investigações também apontam que valores que estavam nas contas bancárias do hospital foram sacados para custear despesas pessoais do então administrador.

— Promoveu saques da conta do hospital direto para ele. Em exames que eram pagos em espécie, o dinheiro ia direto para ele e não aparecem nos registros da contabilidade. As planilhas desapareceram. Houve uma ascensão financeira dele incompatível com a remuneração. Tem transferências para ele maior do que o salário que recebia — detalha.

O caso começou a ser apurado em agosto do ano passado e o homem estava em liberdade. Porém, segundo a Polícia Civil, ele começou a coagir testemunhas e falsificar documentos na tentativa de explicar para onde estava indo o dinheiro que saía do hospital. O delegado pediu a prisão do ex-gestor, o que foi acatado pela Justiça e o mandado cumprido na quinta à tarde, na casa dele em Rio do Campo.

— Ele coagiu uma testemunha a lavrar uma declaração pública isentando ele de um fato que a pessoa nos contou em depoimento. Também falsificou a minuta de um contrato dizendo que pagava R$ 3 mil por um serviço que a empresa informou na verdade ser R$ 1,5 mil — revela o delegado.

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Freitas explica que aguarda outros dados bancários do homem, as informações de e-mail dele e também deve ouvir mais algumas testemunhas. Caso seja considerado culpado, ele pode ser condenado a até 12 anos de prisão – pena prevista para o crime de peculato. Além disso, também terá que reparar os prejuízos causados ao hospital.

O gestor foi contratado em dezembro de 2019. Ele saiu de Blumenau para ir trabalhar no Alto Vale, e desocupou o cargo em junho de 2021, alegando problemas de saúde. Chegou a ser demitido por justa causa, mas teve a decisão revertida na Justiça e segue no quadro funcional do hospital, mas afastado das atividades.

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A direção da unidade optou por não se manifestar sobre o caso.

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