Governo de SC não vê efeito prático no fim do estado de emergência da Covid no país

Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) enviou nota ao Ministério da Saúde demonstrando contrariedade com a medida

Compartilhe:

Secretaria de Saúde citou vacinação entre razões para já ter suspendido emergência (Foto: Ricardo Wolffenbüttel, SECOM)

O governo de Santa Catarina reiterou que o fim do estado de emergência de saúde pública de importância nacional (Espin) devido à Covid-19 não tem efeito prático sobre o Estado, um dia após o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) ter mostrado contrariedade com a medida.

Continua após a publicidade

> Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

O posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde catarinense (SES) foi encaminhado à reportagem nesta quarta-feira (20), ao ser questionada se corrobora a manifestação do Conass.

Continua após a publicidade

A pasta afirmou que, desde o último dia 31 de março, já optou por não renovar o decreto estadual de emergência em saúde, por entender que os indicadores locais sinalizam êxito no enfrentamento à pandemia, com avanço da vacinação, menores taxa de letalidade e do número de casos ativos. Além disso, ponderou que o pedido do conselho atende a estados com diferentes realidades.

O fim da Espin foi anunciado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no último domingo (17). Ela prevê dispensa de licitação para compra de insumos no combate à pandemia e o uso emergencial de vacinas, entre outras regras de enfrentamento ao coronavírus.

Dois dias depois, o Conass divulgou ofício assinado em conjunto com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) em que pede revisão do governo federal sobre o caso. No documento, eles defendem que a revogação da emergência seja efetivada somente após um período de transição de 90 dias, para que não haja interrupção abrupta de políticas de saúde.

À reportagem, o Conass afirmou que não poderia confirmar se o ofício teve ou não apoio da SES em Santa Catarina. “Como o ofício foi assinado apenas pelos presidentes, não podemos nomear individualmente os gestores”, escreveu o conselho em comunicado.

Continua após a publicidade

Leia mais

Veja o que muda para o trabalhador com o fim da emergência de Covid-19

Municípios de SC já podem aplicar 4ª dose da vacina contra a Covid; veja quem pode receber

Continua após a publicidade

Brasil tem média de mortes por Covid abaixo de 100 pela 1ª vez desde janeiro