Tema de enredo no Carnaval 2023, Zeca Pagodinho quer cerveja grátis para plateia

Grande Rio anunciou que a ideia da homenagem ao cantor partiu dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora

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Cantor será homenageado pela Grande Rio (Foto: Reprodução/ Instagram/Zeca Pagodinho)

Confirmado como tema do enredo da Grande Rio para 2023, Zeca Pagodinho reuniu-se nesta quarta-feira (4) com a direção e os carnavalescos da escola, atual campeã do Carnaval carioca. O encontro foi para uma primeira troca de ideias, mas ele conta ao F5 que “nem se meteu” no que estava sendo falado.

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“Fui só para ouvir as ideias deles. Não entendo de Carnaval, vai que falo alguma besteira e acaba prejudicando?”, pergunta, tendo ao fundo a TV de casa, ligada em volume altíssimo. “É o programa do Eri Johnson, adoro ele. O cara é uma figura”. Zeca lembra então que deu uma ideia para o desfile, sim.

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Ele disse ao pessoal da Grande Rio que iria adorar se fizessem uma reverência à sua escola de coração. “Sou portelense, né?. Vai ser bem no ano do centenário, pedi para a gente dar um alô para a Portela…”. Não precisou nem oficializar o pedido. Jayder Soares, presidente da tricolor de Duque de Caxias, já havia pensado nisso, garante Zeca.

A relação entre os dois é de muita proximidade. “Jayder é muito meu amigo, frequenta a minha casa, vou a tudo que é médico que ele me indicou”, conta o sambista, que diz se sentir “em casa” também na Grande Rio. A escola é sediada no município de Duque de Caxias, onde ele mantém seu sítio há mais de 30 anos, no distrito de Xerém. O lugar virou ponto turístico e Zeca está totalmente conectado à comunidade local.

Não é de hoje que a escola pensa em homenageá-lo. A ideia surgiu há cerca de cinco anos, mas o músico sempre se mostrou reticente. “Eu não sabia que tinha essa importância toda, juro para você”. A pandemia e o baixo astral do isolamento fizeram com que Zeca repensasse o convite, para felicidade geral dos fãs, amigos, e da família.

“Minha filha Duda (Maria Eduarda) falou que quer um carro só para ela, hahaha. Eu perguntei: ‘Tá achando que é a Paolla?'” , conta, numa referência à rainha de bateria, Paolla Oliveira. Ela veio no chão, à frente dos ritmistas, mas com o protagonismo de um grande destaque, no mais alto dos carros.

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Amigos não param de ligar para festejar (“E também para pedir para participar, vou precisar de dois dias de desfile para conseguir levar todo mundo”); a família está eufórica, mas Mônica Silva, com quem é casado há 36 anos, ainda não sabe se irá à Sapucaí. “Ela é evangélica, né? Não sei se vai. Mas está feliz com tudo isso”, garante.

Fazem parte de sua lista de “vontades” (e não de pedidos, faz questão de frisar) a distribuição de cerveja para a plateia (“Não seria demais?”) e uma alegoria gigante de São Jorge – o que já é certo. Oficialmente, a Grande Rio anunciou que a ideia da homenagem a Zeca partiu dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, e que a escola vai reverenciar o universo musical de um artista cuja obra é “um olhar para os subúrbios, a ‘velha Baixada’, as festas de rua e a religiosidade popular”.