O que faz o clube social de Florianópolis que sobrevive em meio à crise dos demais

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Veleiros da Ilha (Foto: Veleiros da Ilha/Divulgação)

O Veleiros da Ilha é um resistente entre os clubes sociais de Florianópolis. Com reformas e melhorias, atraiu os sócios de volta ao convívio nas sedes do Centro e Jurerê. A coluna conversou com o Comodoro Ildefonso Witoslaski Júnior, que está concluindo o seu mandato no final de agosto. 

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No dia 1° de setembro, Luiz Fernando L. Beltrão assume o cargo de Comodoro e terá ao seu lado os Vice-Comodoros Saul Capella (Administração e Finanças), Rodrigo Ruhland (Eventos e Social) e Charles Schroeder (Patrimônio e Obras).

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No passado, fizeram história na cidade os Clubes 12 de Agosto, Lira e Lic, por exemplo. Com a chegada das academias, casas noturnas e condomínios com infraestrutura esportiva, a época de ouro passou e os clubes precisaram se desfazer de ativos, firmar parcerias e buscar novas receitas.

Por ser, além de um clube social, um prestador de serviços, o Iate Clube de Santa Catarina, conseguiu se reinventar e atrair o seus sócios de volta. .

Confira a entrevista com o Comodoro Júnior:

1. Qual o principal legado que sua gestão deixa?

Nosso principal legado foi dar estabilidade financeira ao Clube, com gestão e bom uso dos recursos. Enxugamos a folha de gastos e realocamos os investimentos no que realmente era importante. Com isso, melhoramos a qualidade dos serviços prestados e ainda valorizamos o título e o patrimônio do Clube.

2. Quais os maiores desafios que você encontrou ao longo destes 4 anos?

Com certeza trazer o associado de volta ao Clube, além de resgatar os esportes náuticos e as nossas equipes de vela. Um trabalho feito com bastante planejamento.

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Tive a honra de dividir os quatro anos de gestão com uma comodoria que desejava o mesmo: o melhor para o Clube. Só posso agradecer aos meus Vice-Comodoros Luiz Fernando L. Beltrão, Rodrigo Ruhland, Geraldo Isoldi de Mello Castanho e Henrique Scharf.

3. A maioria dos Clubes está esvaziando. O que vocês fizeram para caminhar na contramão disso?

Além de ser um Clube esportivo e social, somos um Clube que presta serviços aos sócios. No momento que melhoramos os serviços prestados e proporcionamos momentos de lazer, o associado e seus familiares se aproximam cada vez mais. O investimento foi feito desta forma. Trabalhamos muito para tornar o Veleiros da Ilha um lugar aconchegante e com muitas opções para todos os frequentadores.

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4. Quais foram os principais investimentos feitos?

Muitos. Fizemos diversas obras e revitalizações ao longo destes quatro anos. Destaco a reforma das duas sedes, a implementação do sistema de energia solar em Jurerê e no Centro, as melhorias no Trapiche e a Dragagem como as principais. Além disso, investimos muito no esporte. Trouxemos profissionais capacitados e demos condições para os atletas treinarem e competirem. Tudo isso com uma política de bom uso dos recursos e também da verba obtida através do Projeto de Lei de Incentivo ao Esporte.

5. Qual foi seu momento de maior alegria nestes 4 anos?

O momento de maior alegria foi a realização do Circuito Oceânico deste ano. O maior da história do Clube. Um evento que provou a qualidade técnica da nossa equipe. E que mostrou para todos que nós temos uma das melhores raias do mundo para velejar, que é Jurerê.

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