A migração de grandes feiras estaduais e nacionais para o Expocentro Balneário Camboriú confirma a ideia visionária do empresário Henrique Loyola, de Joinville, que em 1989, quando assumiu a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo, apresentou ao governo a ideia de fazer um grande centro de eventos no local, inspirado nos existentes no exterior. Por interesses privados e públicos, o projeto virou realidade somente agora, mais de 30 anos depois. Mas a atração de eventos mostra que Loyola estava certo.
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Na noite desta quarta-feira, a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) lança a Exposuper 2023, que deixa de ser feita em Joinville para ser realizada no Expocentro Júlio Tedesco, de Balneário Camboriú. No próximo ano, o evento será de 20 a 22 de junho.
Além disso, recentemente, foi confirmada também para o local, no começo de novembro deste ano, a Fenin Fashion Outono-Inverno 2023, que era feita em Gramado, no Rio Grande do Sul. E os organizadores da Móvel Brasil, exposição realizada em São Bento do Sul, anunciaram uma nova feira em Balneário Camború, com foco nacional, que será em maio de 2023.
Hoje presidente da Fiação São Bento e acionista do Grupo Lepper, do setor têxtil, Loyola, que também foi senador, diz que vê no momento atual potencial ainda maior de Balneário Camboriú ser o principal polo de exposições empresariais do país.

– Balneário Camboriú é um ponto estratégico para ser o centro brasileiro de feiras. É um local para fazer feira o ano todo, como faz Frankfurt, na Alemanha, que tem um prédio 20 andares no lado do centro de exposições para fazer a gestão – destaca ele que, como expositor, participou de grandes feiras em Frankfurt, Milão e Greenville (EUA).
Segundo ele, entre os diferenciais que colocam vantagens para Balneário Camboriú e região estão o fato de ser perto de três aeroportos, de Navegantes, Florianópolis e Joinville, ter uma série de praias por perto e contar, na baixa temporada, com dezenas de hotéis e restaurantes com baixa ocupação.
Quando ele passou a defender a construção de um grande centro de eventos em Balneário, perto do Zoológico, disse que a região tinha 45 hotéis e 75 restaurantes com baixa frequência fora da temporada de verão, estrutura que poderia atender os visitantes de feiras. Agora, a infraestrutura é maior.
Loyola conta que não conseguiu tornar a ideia uma realidade até quando saiu do governo, em 1991, porque a liderança de Balneário Camboriú para a qual ele solicitava a planta do terreno da região para fazer o projeto, não entregava esse documento. Poucos meses antes do fim do governo, descobriu que essa demora é porque empresários do setor imobiliário da região temiam que um centro de eventos prejudicaria seus negócios.
No final, esse líder, cujo nome Loyola prefere não revelar, trouxe apenas um rascunho de papel com umas informações sobre o terreno. Mas para o ex-secretário, se o centro de eventos tivesse sido feito, valorizaria mais também os investimentos imobiliários na região.
A propósito, a movimentação para fazer eventos em Balneário é porque a cidade realmente apresenta as condições mais competitivas em gastronomia, hotel e atrações além da estrutura para eventos, como estimou Loyola. Um dos empresários que afirmam isso é Júlio Viana, organizador da Fenin, que acabou trazendo as duas edições do evento para o município.
