Inflação dá trégua em julho, mas pressão de alta continua

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Queda dos preços de gasolina e energia geraram deflação em julho (Foto: Diorgenes Pandini, NSC, BD)

Problema na vida dos brasileiros desde o final de 2020, a inflação alta deu uma trégua em julho. A taxa oficial, o IPCA, teve recuo de -0,68%, ou seja, a maior deflação desde o início dessa série, que começou em 1980. A causa principal, segundo o IBGE, foi a redução do ICMS nos combustíveis e energia, mas a retração não foi maior principalmente porque alimentos e serviços pressionaram. Contudo, situações econômicas externas e internas, incluindo auxílios, vão manter os preços em alta até em 2023, indicam projeções.

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A retração da inflação nacional mês passado resultou da queda de -15,48% no preço da gasolina, de -11,38% do etanol e de -5,78% da energia. O grupo de alimentos subiu 1,30%. Em Florianópolis, como o custo dos alimentos subiu mais, 2,17%, a deflação foi menor. Ficou em -0,22%, apurou a Udesc Esag, que faz cálculo semelhante ao do IPCA.

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Mas essa trégua nos preços, infelizmente, foi temporária porque os alimentos seguem com custos pressionados, resultantes de altas anteriores dos combustíveis, entressafra e menor oferta de commodities alimentares no mundo devido à guerra na Ucrânia. Além disso, o petróleo continua caro no mercado internacional. Outras pressões altistas vêm da indústria, que teve custos maiores constantemente e não conseguiu repassar ainda todos aos preços.

Além disso, os serviços seguem em alta devido à maior procura pós-reabertura em função da pandemia. Acrescenta-se a isso a pressão de demanda causada pelo Auxílio Brasil, outros auxílios e desonerações para empresas.

Por isso, o Banco Central vê pressões até no ano que vem, sem condições de levar a inflação para o centro da meta que para 2022 é 3,5%, em 2023 é de 3,25% e para 2024 é de 3,0%. Na última ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição estimou IPCA de 6,8% em 2022, de 4,6% para 2023 e de 2,7% para 2024.