Ditador da Belarus diz que não vai participar de ataque à Ucrânia

Aleksander Lukachenko afirmou que não há necessidade de participação no conflito

Compartilhe:

Lukachenko é um aliado próximo de Putin (Foto: Mikhail Klimentyev / Sputnik / AFP)

O ditador da Belarus, Aleksander Lukachenko, afirmou nesta terça-feira (1º) que o país não vai participar do ataque russo à Ucrânia, segundo a agência de notícias russa Interfax.

Continua após a publicidade

> Acesse para receber notícias por WhatsApp

— Não vamos participar da operação especial na Ucrânia. Não há necessidade disso — afirmou em reunião do Conselho de Segurança da Belarus em Minsk.

Continua após a publicidade

— O exército belarusso não participou de ataques e não está fazendo isso agora. Podemos provar isso para qualquer um — disse.

Lukachenko é um aliado próximo de Putin, de quem recebeu apoio durante os protestos em massa que tomaram as ruas do país a partir de 2020 contra um sexto mandato do ditador. Antes da invasão da Ucrânia, na última semana, russos e belarussos fizeram exercícios militares próximos à fronteira, o que ajudou a escalar a crise.

O ditador também culpou as potências ocidentais pela guerra.

— O total descaso do Ocidente com o sistema de segurança, o desmantelamento do sistema de freios e contrapesos que foi construído com tanta dificuldade após o colapso da União Soviética, a degradação e a depreciação dos tratados e de acordos internacionais levaram a uma guerra militar e a uma escalada política em nossa região — declarou.

Continua após a publicidade

Outro fator, para ele, é “a destruição da cultura, da língua e da memória histórica russas, inclusive nas áreas povoadas por russos étnicos”, disse o ditador, citando “a rápida ucranização” do país.

Entenda o conflito entre Rússia e Ucrânia

Leia também

Em primeiras negociações, Rússia expõe condições para conter invasão à Ucrânia

Continua após a publicidade

Ocidente prepara “guerra financeira” à Rússia; entenda o impacto dessa medida

Brasileiros são barrados na fronteira da Ucrânia com a Polônia e relatam “desespero”

Continua após a publicidade

Abrigado em bunker, catarinense que mora na Ucrânia relata bombas, tiros e medo