Como atuam os militares temporários que serão criados pelo governo de SC

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Governo pretende aumentar efetivo das corporações com profissionais temporários (Foto: Ricardo Wolffenbüttel/ SECOM)

Com a intenção de aumentar o efetivo da Polícia Militar (PM-SC) e do Corpo de Bombeiros Militar, o governo de Santa Catarina vai criar uma nova função. Aos mesmos moldes do que já existe no Exército Brasileiro, um projeto de lei que deve ir para a Assembleia Legislativa ainda em 2022 vai estabelecer um corpo de militares temporários. Diferentemente do que ocorre no caso dos servidores concursados, eles não terão estabilidade e vínculos com o funcionalismo público.

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No Exército Brasileiro, os requisitos gerais têm pontos como: não tem como seguir carreira; limite de permanência de até 8 anos; e altura de 1,60 m para homens e 1,55 para mulheres. A corporação aceita os temporários tanto para os cargos de comando, que são os oficiais, como para os praças.

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No caso dos oficiais, os profissionais contratados são para áreas específicas como medicina, odontologia e fisioterapia. Já entre os praças, há diferentes funções, mas todas voltadas para áreas administrativas.

Em 2020, a coluna trouxe a informação em primeira mão de que SC pretendia seguir o memso modelo do Exército. Pelo cálculo do comando-geral da PM-SC feito à época, seriam necessários 1 mil contratações. Com isso, os militares que atualmente ocupam postos internos seriam colocados em vagas operacionais.

A proposta é selecionar profissionais de formação nas áreas de administração, direito, contabilidade e médica, por exemplo. Eles passariam por um estágio e treinamento de 180 dias como forma de capacitação. O que possibilita o projeto é uma alteração na legislação federal no final de 2019, responsável por permitir que os temporários sejam incluídos nas corporações.

O processo seletivo será diferenciado, sem necessidade de concurso público. A questão previdenciária também pesa, pois é uma forma de a corporação ter reforço de efetivo sem grande impacto a longo prazo.

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