Ato de filiação de Bolsonaro ao PL é cancelado, confirma partido

Filiação estava marcada para acontecer no dia 22 deste mês

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Apesar do adiamento, a sigla não informou a nova data que deve ocorrer a cerimônia (Foto: Palácio do Planalto/Divulgação)

O ato de filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que aconteceria no dia 22 de novembro foi cancelado, conforme nota do partido divulgada neste domingo (14). Apesar do adiamento, a sigla não informou a nova data que deve ocorrer a cerimônia.

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“Após intensa troca de mensagens na madrugada deste domingo 14 com o presidente Jair Bolsonaro, decidimos, em comum acordo, pelo adiamento da anunciada cerimônia de filiação”, afirma a nota assinada pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. Trecho foi publicado pela CNN.

O evento estava marcado para acontecer em Brasília, após retorno do chefe do Executivo federal de sua viagem ao Oriente Médio, onde chegou no último sábado (13) acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, do chanceler Carlos França e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Além dos Emirados, Bolsonaro ainda completará o “giro comercial” passando por Bahrein e Catar, na próxima semana.

Em Dubai, o presidente disse que “ainda há muito o que conversar” antes de acertar a filiação e disse ser preciso alinhar pautas “conservadoras, nas questões de interesse nacional, na política em relação ao exterior, na questão de defesa também” que, segundo ele, estão caminhando bem até o momento, citou a CNN.

Decisão agradou deputados catarinenses

Apesar de estados do país como Piauí e Alagoas estarem mais próximos de legendas como o PT ou lideranças como o senador Renan Calheiros, desafeto de Bolsonaro, em Santa Catarina, a decisão anunciada pelo PL agradou os deputados estaduais do partido.

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O principal fator disso está na proximidade entre Bolsonaro e o senador Jorginho Mello (PL), presidente da legenda em SC. Os deputados do PL acreditam que quem está no partido já está alinhado com os princípios do presidente. Jorginho Mello é vice-líder do governo no Senado e não esconde o apoio ao presidente, até mesmo com embates públicos na CPI da Covid.

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