Cercado de dúvidas e tabus, o diagnóstico do câncer de próstata pode atingir a vida dos homens de diversas maneiras. Mesmo com o aumento nas campanhas de conscientização, reforçando a importância dos exames preventivos, só o acesso à informação não é o suficiente para aqueles que recebem um diagnóstico positivo da doença.
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O impacto se dá, não só no âmbito físico, mas também psicossocial. Portanto, compreender e tratar as angústias do paciente faz parte do processo de acolhimento e de um tratamento mais holístico da doença. Para o médico urologista, Roberto Lodeiro Muller, o trabalho das equipes multidisciplinares (EMD) no tratamento do câncer é considerado o “padrão-ouro” de atendimento.
— Essa é a forma ideal e mais eficiente de se conduzir os trabalhos com um paciente diagnosticado. Os benefícios incluem melhores resultados, maior adesão às diretrizes e protocolos clínicos pelos médicos e outros membros das EMD e até mesmo benefícios econômicos — explica Roberto.
Há aproximadamente duas décadas o trabalho das equipes multidisciplinares no combate ao câncer se iniciou. De lá pra cá, clínicas especializadas em tratamentos da doença, como a Soma vem aperfeiçoando seu trabalho e a equipe para elevar os padrões de atendimento ao paciente de forma integral. Lodeiro, que atua no corpo clínico da Soma, conta como esse processo multidisciplinar é adotado e adaptado para a realidade de cada paciente.
— O tratamento se dá conforme o tipo de câncer, a gravidade e as necessidades individuais de cada paciente. O mais importante é que a clínica está comprometida com o atendimento integral do câncer, focando em cada caso. Assim, a equipe multidisciplinar acaba integrando experiências múltiplas, como a de cirurgiões oncológicos, urologistas, oncologistas clínicos, psicólogos, nutricionistas, especialistas em dor e cuidados paliativos, fisioterapeutas, entre outros — explica Lodeiro.
A importância do tratamento individualizado
Tão necessário quanto oferecer ao paciente um atendimento integrado e personalizado, é compreender quais são suas necessidades. O câncer de próstata é uma doença que carrega consigo diversos tabus, por isso ter uma visão completa de como ela afeta a vida do homem é fundamental para um tratamento eficiente. O médico explica que o impacto do diagnóstico é algo que já foi extensamente pesquisado. Os resultados ajudam a compreender melhor os medos que estão intrínsecos nesse processo.
— Questões ligadas à imagem corporal, autoestima e masculinidade são três componentes que se interligam nos homens com câncer de próstata. E, essas questões têm efeitos profundos na qualidade de vida daqueles que sobrevivem à doença. Além disso, como qualquer paciente com câncer, há também o medo de morrer, de sentir dor e das sequelas do tratamento. Em alguns casos, também percebemos dúvidas de como o tratamento pode afetar a vida familiar, profissional e até mesmo financeira — complementa.
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Para Roberto, é justamente nesses aspectos que a equipe multidisciplinar é importante para o tratamento do câncer de próstata. Isso porque ela não só ajuda a identificar, de maneira precoce esses anseios e dúvidas dos pacientes, como também trabalha rapidamente na resolução deles.
— Seja através dos esclarecimentos diretos ou do encaminhamento para outro membro da equipe com mais experiência para resolver questões específicas, o fundamental é ter uma comunicação direta, horizontalizada e integrada entre todos os membros da EMD — explica o médico.
Assim, construir uma relação de confiança com o paciente e oferecer um suporte integrado para que ele enfrente a doença é uma das maneiras de amparar os impactos que o câncer de próstata tem na vida familiar e social do homem. O médico urologista ainda complementa que, à medida em que o paciente percebe uma resolução mais efetiva de seus anseios, ele rapidamente se sente acolhido e confiante para enfrentar a doença.
— A jornada do câncer de próstata é um caminho longo, que vai do diagnóstico ao tratamento e que, muitas vezes, ainda exige uma etapa de reabilitação de sequelas, ou uma atenção especial para a qualidade de vida, em que os pacientes precisarão conviver com o câncer. Em todos estes casos, ser tratado por uma EMD é fundamental — finaliza Roberto.
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