A duplicação da BR-280 entre São Francisco do Sul e Araquari vai chegando ao fim de mais um ano ainda distante de qualquer perspectiva de conclusão. Neste ano, foram empenhados R$ 9,1 milhões para as obras no lote 1, montante que terá elevação sensível até o final do ano – já os R$ 50 milhões do governo do Estado só vão ter mais impacto a partir de 2022. Ainda vai precisar de mais recursos. Os lotes em Jaraguá do Sul e Guaramirim (2.1 e 2.2) estão mais adiantados, ainda que também atrasados.
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No acumulado desde o começo das obras, iniciadas no final de 2018, o lote de 36 km recebeu R$ 51 milhões (indiretamente, houve ainda as despesas de supervisão, gestão ambiental e gerenciamento, divididas com os demais lotes). Nessa lentidão, uma duplicação que deveria levar quatro anos não ficará pronta nem nesta década.
Até agora, o lote 1 andou 13%, sem liberação de nenhum trecho duplicado. Atualizado, o custo da duplicação entre o porto de São Francisco do Sul e o cruzamento com a BR-101 está em R$ 370 milhões. Há ainda as desapropriações, estimadas em R$ 183 milhões e ainda não iniciadas. O canal do Linguado se mantém na lista das pendências, com pedido do DNIT de alargamento do aterro para mais pistas ainda em análise no Ibama.
Há também a necessidade de transferências de redes de energia elétrica e gás natural, ainda em fase de análise. A revisão do projeto das obras vai incluir o atendimento de condicionantes ambientais. Os R$ 50 milhões do governo do Estado (90% para as obras e o resto para supervisão) vão ajudar a acelerar as frentes de trabalho, mas ainda assim vão manter indefinida a data da entrega de uma obra de responsabilidade do governo federal.
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