Ao falar sobre oportunidades de negócios para o Brasil aos países do Golfo Arábico em seminário provido pela CNI na Expo Dubai, o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, alertou que o comércio do Brasil com essa região é ínfimo e pode ser ampliado. Ele citou dados gerais e uma nova pesquisa da Apex Brasil que identificou oportunidades de vendas de 450 produtos para a região. O evento, destinado a mais de 300 empresários brasileiros, contou com as presenças da vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, do governador de Minas Gerais Romeu Zema e do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, entre outras autoridades.
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– Temos uma relação comercial bastante insignificante com o mundo e com os Emirados Árabes Unidos. Infelizmente, o Brasil não tem uma política industrial, uma política de participação na corrente internacional de comércio que incentive o incremento dessa relação comercial. Precisamos construir uma agenda de desenvolvimento industrial que privilegie o compartilhamento da nossa diversidade industrial, participando ainda mais desse mercado. Para isso, precisamos de uma agenda da indústria focada nos padrões internacionais – alertou Aguiar na palestra.
Segundo Aguiar, entre as oportunidades identificadas pela Apex estão 43 produtos do grupo de cosméticos, 81 entre alimentos e bebidas. O industrial alertou que, atualmente, embora os sete países dos Emirados Árabes Unidos importem uma série de produtos sofisticados, a pauta brasileira se destaca apenas pela venda de carnes de aves, bovinos e açúcar.
Aguiar também destacou o perfil diferenciado do comércio internacional da confederação dos Emirados Árabes Unidos, com um valor expressivo de reexportação, que é a importação que é vendida para outros países. Em 2018, os Emirados importaram US$ 262 bilhões e exportaram US$ 317 bilhões. Do total importado, US$ 150 bilhões foram reexportados, o que significa oportunidades aos produtos brasileiros.
Aguiar e o primeiro vice-presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, integram a maior missão empresarial brasileira ao mundo árabe, liderada pelo presidente da CNI. São mais de 300 empresários e executivos do país. Robson Braga de Andrade também aproveitou o seminário para defender mais exportações da indústria brasileira para a região.
– Queremos promover a troca de experiências sobre modelos de negócios, tecnologias, e procedimentos para operações comerciais e de investimentos que possam, efetivamente, contribuir para o fortalecimento das relações do Brasil com os Emirados Árabes Unidos – afirmou o presidente da CNI no seminário.
A Expo Dubai começou em 1º de outubro e terá duração de seis meses. O Brasil participa com grande estande, no qual projeta o meio ambiente e a cultura do país.
