Falta de trabalhadores é desafio em SC; empresa planeja buscar no Nordeste

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Joinville é um dos municípios com mais falta de trabalhadores qualificados (Foto: Patrick Rodrigues, NSC)

Com taxa de desemprego ainda menor, de 5,3% no trimestre encerrado em setembro frente a 5,8% em junho, segundo o IBGE, Santa Catarina enfrenta mais dificuldades para preencher novos postos de trabalho. A queixa de empregadores é quase geral no Estado, mas as dificuldades maiores estão ocorrendo em agroindústrias do Oeste, indústrias do Norte e em serviços para o verão no litoral. Entre as alternativas estão buscar trabalhadores de outras regiões do país e contratar estrangeiros.

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A Coopercentral Aurora, de Chapecó, uma das maiores produtoras de proteína animal do Brasil, está entre as empresas que enfrentam falta de trabalhadores. O presidente da companhia, Neivor Canton, informa que para a expansão de produção de 2022, que vai gerar mais de 3 mil vagas, o plano é buscar trabalhadores do Nordeste. Isso porque os haitianos, que vinham em maior número, estão preferindo ir para os Estados Unidos.

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Chapecó também recebe estrangeiros da Venezuela, Senegal e, agora, estão vindo inclusive argentinos. Mesmo assim, falta pessoal qualificado, afirma o presidente da CDL do município, Clóvis Afonso Spohr. Segundo ele, isso acontece em quase todos os setores. A CDL treinava pessoas, mas teve que fechar cursos na pandemia e isso piorou a disponibilidade de pessoas qualificadas para o comércio, observou ele.

Em Joinville, a falta de profissionais é maior na indústria, em especial para as áreas operacionais e técnicas. A Associação Empresarial do município (Acij) fez um levantamento dos números e lançou o programa Joinville Emprega + para formar pessoas a fim de minimizar o déficit. Entre os bairros que contam com cursos estão Jardim Paraíso, Jardim Iririú, Paranaguamirim e Adhemar Garcia. 

No litoral, entre as cidades com falta de candidatos para preencher vagas estão Balneário Camboriú, Itapema e Penha. Hotéis e restaurantes trabalham com equipes incompletas.

Segundo a Pnad do IBGE, no trimestre finalizado em setembro, SC tinha 207 mil desempregados, 21 mil a menos do que no trimestre anterior. Contudo, a maioria das pessoas que não consegue colocação precisa de formação adequada para as funções oferecidas.