O presidente Jair Bolsonaro foi convidado para visitar oficialmente Joinville nesta sexta-feira e foi bem recebido pelos anfitriões, empresários e políticos. O recado do setor produtivo foi claro: o Estado com uma das economias mais dinâmicas do país consegue gerar R$ 70 bilhões em impostos federais por ano, mas se tivesse boas estradas e menores despesas públicas, teria economia ainda mais pujante, com mais receitas e impostos. Atento aos pleitos apresentados, ao discursar Bolsonaro disse que as obras iniciadas precisam ser finalizadas.
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Um dos anfitriões, o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, ressaltou que SC arrecada R$ 70 bilhões em tributos à União, mas desse montante volta ao Estado menos de 20%. Por isso SC não tem rodovias e ferrovias melhores. A falta dessas obras inibe a economia, alerta ele.
– É fundamental o seu apoio para viabilizar o complexo intermodal catarinense, que já propusemos no Plano Nacional de Logística – disse Aguiar para o presidente da República.
Outro anfitrião a falar, o presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Marco Antonio Corsini, afirmou que o maior município do Estado, com quase 600 mil habitantes, detém também a maior economia. Com PIB de R$ 31 bilhões (2018), Joinville gera atualmente 226 mil empregos formais.
– O país precisa caber dentro do país para que o Tesouro gaste menos com a máquina pública e tenha mais recursos para investir no desenvolvimento econômico e social – alertou Corsini, ao cobrar as reformas estruturantes e obras em rodovias do Norte do Estado.

O presidente da Federação das Associações Empresariais do Estado (Facisc), Sérgio Rodrigues Alves, entregou a Bolsonaro a pauta com a reivindicação de mais de 100 entidades, para obras na BR-470.
O segmento das pequenas empresas levou ao presidente reivindicações específicas. O ofício a Jair Bolsonaro foi entregue pela presidente da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), Rosi Dedekind, e pelo presidente da Ampe Metropolitana, Piter Santana. A expectativa é de que parte das sugestões sejam acolhidas pelo governo federal.
Após bem receber Bolsonaro, o Norte de Santa Catarina espera que ele lembre muito bem da região quando for decidir sobre investimentos da União de modo geral e, de forma especial em logística, a maior queixa dos catarinenses das últimas décadas.
