O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB), conversou com a coluna logo depois do Natal para fazer um balanço do primeiro ano de governo. Contou que na noite da véspera, dia 24, aproveitou para dormir cedo e descansar porque estava se sentindo no limite do esgotamento físico. Como bom político que é, tem na ponta da língua as principais realizações do seu governo no primeiro ano. Algumas promessas de campanha, como a entrega do elevado do Rio Tavares em 2017 não se concretizaram. Mas de uma coisa nem mesmo a oposição pode reclamar: trabalho.
Os assessores mais próximos, secretários que despacham com ele diariamente, chegam a chamá-lo de louco (como elogio), tamanha a disposição que empreende à frente do cargo. Não tem dia ou hora para mandar mensagens cobrando informações. Pode ser sábado, domingo ou madrugada. E aí daquele que demorar a responder. As reuniões do colegiado (com todo o secretariado) começam às 6h todas as segundas-feiras. Quem chegar cinco minutos atrasado simplesmente não entra.
Quem não se adapta está fora. Logo no início do ano, Gean tomou uma decisão política audaciosa: enviar um pacotão à Câmara com mudanças em várias áreas, mexendo nos principais vespeiros como plano de carreira dos servidores e Comcap. Pagou o preço e enfrentou a maior greve da história da cidade. Assumiu uma administração que fatura R$ 1,3 bilhão ao ano e gasta somente com folha de pagamento R$ 1,1 bilhão. Ou seja, totalmente inviável para qualquer investimento. Cercou-se de assessores fiéis como Constâncio Maciel na Fazenda, Bruno Oliveira (chefe de gabinete e seu fiel escudeiro), Fillipe Mello na Casa Civil e trouxe para dentro da administração, na condição de voluntária, a pessoa em que mais confia: a esposa Cinthia. Além deles, têm Diogo Pítsica (Procuradoria), Nelson Mattos (SMDU), Maurício Oliveira (Educação) e professor Paraná (Saúde), além de Everson Mendes (Administração). Este grupo, dia sim dia também, despacha diretamente com Gean.
No balanço ao telefone, Gean destaque que conseguiu cortar R$ 200 milhões em gastos e recuperar a capacidade de crédito do município. "Eu imaginei que teríamos um 2017 muito, muito difícil. Um 2018, muito difícil e um 2019 com boas condições. Mas hoje acredito que conseguimos queimar etapas e vamos entrar no próximo ano melhor do que imaginávamos", diz o prefeito.
Leia mais publicações de Rafael Martini